Economia angolana cresce 5,32% no arranque de 2026 impulsionada por sectores não-petrolíferos, segundo o INE

A economia angolana cresceu 5,32% no primeiro trimestre de 2026 face ao mesmo período do ano passado, impulsionada sobretudo pelo dinamismo dos sectores não petrolíferos, numa altura em que a actividade petrolífera continua em contracção pelo quinto trimestre consecutivo. Dados apresentados esta Sexta-feira, 29, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam que o Produto Interno…
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Mesmo com o petróleo em queda pelo quinto trimestre consecutivo, Angola registou uma expansão económica, reforçando sinais de diversificação, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística do país, hoje divulgados.
Economia

A economia angolana cresceu 5,32% no primeiro trimestre de 2026 face ao mesmo período do ano passado, impulsionada sobretudo pelo dinamismo dos sectores não petrolíferos, numa altura em que a actividade petrolífera continua em contracção pelo quinto trimestre consecutivo.

Dados apresentados esta Sexta-feira, 29, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) de Angola atingiu 29,8 mil milhões de euros (cerca de 34,02 biliões de kwanzas) no período em análise, incluindo 281 milhões de euros (302,05 mil milhões de kwanzas) relativos aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

Apesar do peso histórico do petróleo na economia nacional, os números revelam uma consolidação gradual do sector não-petrolífero como principal motor do crescimento económico.

Segundo o presidente do Conselho de Administração do INE, Joel Futi, o sector não-petrolífero cresceu 6,22% em termos homólogos, compensando a contracção de 0,21% registada na actividade petrolífera.

“As actividades não-petrolíferas continuam a sustentar o desempenho da economia angolana”, afirmou o responsável durante a apresentação das Contas Nacionais Trimestrais referentes aos primeiros três meses de 2026.

Entre os sectores com maior peso na estrutura do PIB destacam-se a Agro-pecuária e Silvicultura, com 6,5 mil milhões de euros (6,98 biliões de kwanzas), equivalente a 20,52% do PIB, seguida do Comércio, com 5,9 mil milhões de euros (18,76%), e da Extracção e Refino de Petróleo, com 5 mil milhões de euros, representando 15,78% da economia nacional. A Administração Pública, Defesa e Segurança Social contribuiu com 3,6 mil milhões de euros, correspondentes a 11,63% do PIB.

INE apresentou a jornalistas os resultados da evolução do PIB no primeiro trimestre do ano em curso.

Os dados do INE mostram igualmente uma aceleração significativa em sectores ligados à modernização da economia e à logística. As actividades de Informação e Comunicação lideraram o crescimento homólogo, ao expandirem 27,63%, seguidas pelos Transportes e Armazenagem, com 16,12%, Pesca e Aquicultura, com 8,73%, e Produção e Distribuição de Electricidade, Água e Saneamento, com 8,15%.

No que diz respeito ao contributo directo para o crescimento do PIB, o sector dos Transportes e Armazenagem destacou-se como o principal impulsionador da expansão económica, com um impacto de 1,80 pontos percentuais (pp), seguido pela Informação e Comunicação, com 0,71 pp, Indústria Transformadora, com 0,48, e Administração Pública, Defesa e Segurança Social, com 0,38.

Em termos trimestrais, comparativamente ao quarto trimestre de 2025, o PIB registou uma expansão de 1,37%, demostrando uma trajectória de recuperação gradual da actividade económica.

Na série ajustada sazonalmente, os Transportes e Armazenagem voltaram a liderar o crescimento trimestral, com uma expansão de 19,68%, seguidos pela Intermediação Financeira e Seguros, com 5,91%, Produção e Distribuição de Electricidade, Água e Saneamento, com 5,34%, e Informação e Comunicação, com 4,94%.

Os números apresentados pelo INE fazem querer numa diversificação progressiva da economia angolana, embora persistam desafios estruturais ligados à dependência fiscal do petróleo e à necessidade de maior robustez do sector privado nacional.

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