“Em Angola, nós não temos um problema de escassez de mulher com capacidades”, defende a empresária e presidente da Associação de Empresas Autóctones para a Indústria Petrolífera de Angola (ASSEA), Berta Rodrigues Issa.
Ao abordar a presença da mulher no sector petrolífero, no final do primeiro dia do Forbes África Lusófona Annual Summit 2024, disse que a representatividade ainda é “muito baixa”.
A presidente da Associação de Empresas Autóctones para a Indústria Petrolífera de Angola valoriza o facto de o Governo angolano ter apostado na educação.
“Hoje temos o mesmo número de mulheres com resultados académicos elevados a saírem das universidades na mesma proporção que os homens”, rematou.
Berta Rodrigues Issa considera que o problema que existe no mercado de trabalho tem a ver com a mentalidade e oportunidades.
“Então precisamos que o mercado de trabalho, principalmente o sector petrolífero, dê a mesma oportunidade às mulheres que dá aos homens para elas poderem entrar”, apelou.
Para a responsável, pelo facto de Angola ter menos mulheres a entrarem no sector petrolífero, o que representa 22%, há, igualmente, menos mulheres a chegarem a posições de topos.
“Hoje só temos 5%, então precisamos alterar esse quadro. Se nós queremos uma transformação efectiva no sector petrolífero, temos que trazer todos os actores da sociedade para que haja uma contribuição a nível de experiências e de conhecimento”, disse.





