O representante da classe empresarial franco-angolana, Emídio Fragoso, encontra-se em Nairobi, no Quénia, onde participa no Africa Forward Summit 2026, um dos mais relevantes encontros internacionais dedicados à reflexão sobre o futuro económico e estratégico do continente africano.
O evento reúne mais de 2 mil participantes e conta com representantes de cerca de 30 países africanos, incluindo a presença dos Presidentes do Quénia, do Senegal e do Botsuana. Ao longo da cimeira, os debates têm incidido sobre novos modelos de parceria entre África e Europa, o empreendedorismo jovem e o crescimento das startups africanas, bem como o papel das indústrias criativas, do desporto e da cultura enquanto motores de investimento privado e criação de emprego.
À margem do encontro, Fragoso manteve uma reunião privada com o Presidente francês, Emmanuel Macron, durante a qual ambos abordaram o papel dos governos na promoção de um crescimento económico mais inclusivo e capaz de produzir melhorias concretas nas condições de vida das populações mais vulneráveis.
Durante a conversa, segundo uma nota enviada à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, o empresário aproveitou igualmente para convidar o Chefe de Estado francês a regressar a Angola e a visitar o projecto do Corredor do Lobito, uma das infra-estruturas estratégicas mais relevantes para a ambição angolana de se afirmar como plataforma logística regional e corredor de exportação de minerais críticos provenientes da África Austral.
Segundo Fragoso, o projecto poderá desempenhar um papel determinante na transformação da economia angolana, não apenas pela capacidade de impulsionar o comércio regional, mas também pelo potencial de atrair investimento internacional e acelerar a integração económica africana, num contexto de crescente interesse global pelas cadeias de abastecimento ligadas à transição energética.
O representante da classe empresarial franco-angolana destacou ainda a postura de proximidade demonstrada por Emmanuel Macron durante o encontro, elogiando a sua abertura ao diálogo com o sector privado e o apoio recorrente à juventude.
“Lideranças acessíveis e próximas dos jovens deveriam inspirar mais governantes”, considerou Emídio Fragoso.





