Escritora angolana reúne quinze mulheres da África lusófona, América e Europa em “Descubra a Rainha”

Um guia completo sobre identidade, propósito, coragem e cura interior antes de começar a empreender, intitulado “Mulher Autêntica – Descubra a Rainha que está em si”, vai ser lançado no dia 15 de Julho, em Luanda. Idealizado pela escritora angolana e especialista em imagem e posicionamento de marcas pessoais, Magnata Marleyh Selo, a obra emerge…
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Composto por 170 páginas e de produção independente e idealizado por Magnata Marleyh Selo, o livro convoca mulheres de diferentes contextos culturais e sociais a redescobrirem a sua identidade, propósito e coragem.
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Um guia completo sobre identidade, propósito, coragem e cura interior antes de começar a empreender, intitulado “Mulher Autêntica – Descubra a Rainha que está em si”, vai ser lançado no dia 15 de Julho, em Luanda.

Idealizado pela escritora angolana e especialista em imagem e posicionamento de marcas pessoais, Magnata Marleyh Selo, a obra emerge como um testemunho profundo da acção divina na história humana, convocando mulheres de diferentes contextos culturais e sociais a redescobrirem a sua identidade, propósito e coragem.

Composta por 170 páginas e de produção independente, a coletânea de reflexões configura-se como um movimento de unidade e sororidade, na medida em que reúne quinze mulheres de três continentes (África lusófona, América e Europa) e sete de nacionalidades, em torno de um propósito comum: a cura emocional, o resgate da identidade e o fortalecimento do protagonismo feminino com base em valores espirituais e éticos para um empreendedorismo real.

Trata-se de Karen Tavares (empreendedora guineense), Madalena Batalha (angolana e CEO da empresa M.B VenceDores), Sandra Quintino (portuguesa e terapeuta de estética avançada, coach e consultora de imagem), Virgínia Epalanga (angolana e empresária), Tatiana Semedo (cabo-verdiana e empreendedora), Débora Araújo (brasileira e empreendedora na área da beleza), Ariela Rogério (angolana residente no Reino Unido e RH Consultancy 22 Ltd, fractional CFO) Mamy Fortunato (angolana, é especialista em identidade, emoção e presença feminina), Maura Ferro (moçambicana e especialista em administração e gestão de empresas), Nadilé Mendonça (guineense e fundadora da Udjá Cosmetics), Stela Cassua, (angolana, residente em Portugal, especialista em cabelo afro), Maria do Céu (angolana, pastora, jurista, teóloga, consteladora familiar sistémica e terapeuta de casais e famílias), Paula Ceita (santomense, estilista, empreendedora e promotora cultural cultura africana na Diáspora) e Florinda Ferreira (angolana e empresária e estrategista patrimonial, e investimentos entre Angola e Portugal).

Falando à Forbes África Lusófona,  a idealizadora do livro, Magnata Marleyh Selo, detalhou que este  projecto surge no âmbito da sororidade, isto é, despertar a consciência de unidade, empatia e solidariedade entre as mulheres, cujo fundamento é respeito mútuo, partilha de experiências de vida, carreira, empreendedorismo, vida familiar-conjugal, dores, fracassos, caminhos, trunfos e triunfos, longe das competições desmedidas, para propósitos inegociáveis.

Durante a entrevista, Magnata destacou a mulher autêntica num mundo de grandes desafios, defendendo ser necessário reconhecer o talento que carrega, fundamentalmente desenvolver o autoconhecimento, agir de forma assertiva, coerente com seus valores, mesmo diante de pressões sociais.

“Exige autonomia emocional, intelectual e coragem para tomar decisões alinhadas à própria identidade. Há várias dificuldades, no livro elencamos a falta de conhecimento, feridas emocionais, dificuldades no acesso ao financiamento, barreiras socioculturais, como estereótipos que questionam a sua capacidade de liderança e gestão, para além dos desafios na conciliação entre responsabilidades familiares e a dedicação exigida pelo empreendimento, a violência emocional invisível que destrói lentamente identidades inteiras”, elencou.

O núcleo de mulheres que actua em diversas áreas profissionais considera que a verdadeira autoridade nasce da coerência, sendo que as pessoas não se conectam apenas com discursos, mas com verdade.

“Não se conectam apenas com títulos, mas com humanidade. E não se conectam apenas com estética, mas com experiência real”, entendem.

A especialista em imagem e posicionamento de marcas pessoais diz que ambientes profissionais desumanizantes também é uma preocupação, por incitarem constantemente a ausência de respeito à dignidade da mulher, com práticas que priorizam resultados em detrimento do bem-estar humana, recolando no centro a violência emocional invisível que destrói lentamente identidades inteiras das mulheres.

Entre várias lacunas que descrevemos ao longo dos mais de dez capítulos, queremos mencionar a falta de organização das finanças, relativa à distinção de finanças pessoais de empresariais, o investimento em marketing sem a criação de marcas, identidade e posicionamento no mercado, venda de produtos sem valores”, concluiu.

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