Estudo da Deloitte indica que 62% das instituições bancárias angolanas não têm procedimentos de auditoria contínua e à distância

Um estudo da Deloitte avalia a maturidade função de Auditoria Interna na banca angolana indica que 62% das instituições bancárias não têm procedimentos de auditoria contínua e à distância. O relatório a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA acesso aponta igualmente que 70% dos bancos ainda não realizaram auditorias no âmbito da Directiva n.º 11/DSB/DRO/2021, referente…
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O relatório a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA acesso aponta igualmente que 70% dos bancos ainda não realizaram auditorias no âmbito da Directiva n.º 11/DSB/DRO/2021, referente ao Plano de Continuidade de Negócio.
Economia

Um estudo da Deloitte avalia a maturidade função de Auditoria Interna na banca angolana indica que 62% das instituições bancárias não têm procedimentos de auditoria contínua e à distância.

O relatório a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA acesso aponta igualmente que 70% dos bancos ainda não realizaram auditorias no âmbito da Directiva n.º 11/DSB/DRO/2021, referente ao Plano de Continuidade de Negócio.

Entretanto, refere que 92% das direcções preparam o Plano de Auditoria com base numa avaliação de riscos, apesar de serem identificadas diversas oportunidades de melhoria a este nível.

Os analistas da Deloitte consideram que a evolução do sector bancário angolano exige a existência de Funções de Auditoria Interna (FAI) cada vez mais robustas e alinhadas com as melhores práticas internacionais.

“Devem ainda assumir um papel estratégico nos bancos, não apenas como mecanismo de controlo, mas como criadores de valor e de confiança. Estamos convictos de que este trabalho será um ponto de partida para iniciativas que reforcem a credibilidade do sistema financeiro angolano e consolidem a confiança dos seus stakeholders”, lê-se no documento.

O estudo mostra que há ainda espaço para a evolução tecnológica da auditoria interna. A introdução de sistemas dedicados de suporte, aliados ao uso sistemático de data analytics, sustenta o documento, pode transformar o modelo de auditoria, permitindo a realização de auditorias contínuas e à distância, monitorização automatizada e maior eficiência na execução do plano de auditoria.

De acordo com José Barata, country managing partner da Deloitte Angola, este estudo reafirma o compromisso da Deloitte com Angola e o contributo para o fortalecimento institucional e governança do sistema financeiro nacional.

“Pretendemos continuar a apoiar as instituições financeiras bancárias na construção de funções de Auditoria Interna fortes, independentes e alinhadas com padrões internacionais, contribuindo assim para um sector financeiro mais sólido e confiável”, disse.

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