EUA voltarão a ser o maior produtor mundial de petróleo este ano

Os Estados Unidos da América (EUA) voltarão a ser o maior produtor mundial de petróleo este ano, com cerca de 19,63 milhões de barris por dia (mbd) de petróleo bruto e derivados (dos pouco mais de 100 milhões de barris que o mundo consome todos os dias), no primeiro trimestre do ano. As previsões constam…
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Somando a sua produção de petróleo bruto e derivados, os Estados Unidos da América já controlam quase 20% da oferta mundial, um número que há apenas 10 anos parecia inatingível, diz AIE.
Economia Negócios

Os Estados Unidos da América (EUA) voltarão a ser o maior produtor mundial de petróleo este ano, com cerca de 19,63 milhões de barris por dia (mbd) de petróleo bruto e derivados (dos pouco mais de 100 milhões de barris que o mundo consome todos os dias), no primeiro trimestre do ano.

As previsões constam no último relatório de 2023 da Agência Internacional de Energia (AIE), que aponta que a oferta recorde dos Estados Unidos, do Brasil e da Guiana, bem como o aumento acentuado da produção de petróleo iraniana, juntamente com o declínio da procura, levaram alguns membros da OPEP+ a anunciarem cortes mais amplos para a primeira parte de 2024, para evitar um possível aumento nos stocks.

O relatório explica que mercado o petrolífero começou este ano numa posição que poucos analistas previam, com o barril de Brent a ser negociado abaixo de 80 dólares, quando as previsões apontavam para que este estivesse confortavelmente acima dos 100 dólares.

De acordo com o Executive Digest, somando a sua produção de petróleo bruto e derivados, os EUA já controlam quase 20% da oferta global, um número que há apenas dez anos parecia inatingível.

Na segunda posição está a Rússia, que produz 13,65 milhões de barris de petróleo bruto e derivados todos os dias. Apesar das sanções, Moscovo tem sabido encontrar formas de colocar no mercado o seu petróleo, gasóleo e outros derivados que são vitais para as receitas públicas do país.

A Arábia Saudita, que historicamente ocupa o topo do pódio, leva a medalha de bronze com 9,02 mbd. Os drásticos cortes de produção da OPEP, liderados por Riade, fizeram com que a Arábia Saudita fosse o país mais afetado, perdendo quota de mercado.

Em quarto lugar está o Canadá , cuja produção na primeira parte de 2024 será de cerca de 5,84 milhões de barris por dia, na quinta posição está a China com 4,34 milhões de barris por dia., o Iraque está em sexto lugar e vai bombear cerca de 4,29 milhões de barris por dia.

No entanto, na sétima posição está o Brasil, que a AIE acredita que irá produzir cerca de 3,77 milhões de barris por dia no primeiro semestre de 2024, seguido em oitavo pelos Emirados Árabes Unidos (EAU) com uma produção diária de 3,2 milhões de barris, Irão em nono lugar onde se estima que tenha passado, numa questão de meses, de uma produção de 2,1 milhões de barris por dia para os 3,1 milhões de barris, e o Top 10 é fechado com o Kuwait, com uma produção de 2,57 milhões de barris por dia

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