O Governo de São Tomé e Príncipe exonerou nesta Sexta-feira, 25, o governador do banco central do país, Américo Barros, no âmbito de uma reestruturação do sector público que o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, pretende realizar.
Segundo avançou à Lusa fonte oficial, a exoneração de Américo Barros, que estava no cargo desde o início da actual legislatura, foi aprovada em Conselho de Ministros.
De acordo com a mesma fonte, o Executivo são-tomense vai propor ao Presidente da República a nomeação de Eugénio Soares, quadro sénior do banco central, para o cargo de governador, tendo adiantado igualmente que o primeiro-ministro pretende fazer um “reajuste” que vai abranger outros sectores e empresas públicas.
Américo Barros disputou, a 19 do mês em curso, a liderança do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social-Democrata (MLSTP-PSD), nas eleições internas, em que Jorge Bom Jesus foi reeleito com 51%.
Bom Jesus declarou que a reeleição como presidente do partido no poder é “um recarregar de baterias”.
Num total de 517 votos expressos, Jorge Bom Jesus foi o primeiro classificado com 260 votos, Américo Barros obteve 147 votos, equivalente a 28,4%, e Rafael Branco registou 105 votos, que correspondem a 20,3%.
“Esta reeleição dá-me muito mais responsabilidade e eu sei que não é um cheque em branco, num tempo muito difícil tanto na situação política interna do partido, como ao nível de governação, mas isso vai retemperar o meu espírito. Nós vamos mudar”, afirmou.
São Tomé e Príncipe tem prevista a realização de eleições legislativas, autárquicas e regional em Outubro deste ano.
Jorge Bom Jesus lidera, desde as eleições de 2018, um Governo suportado no parlamento pela chamada ‘nova maioria’, composta pelo MLSTP (que elegeu 23 deputados) e pela coligação PCD-UDD-MDFM (cinco deputados). A Ação Democrática Independente, que estava até então no poder, foi o partido mais votado nas legislativas, obtendo 25 deputados, mas não conseguiu formar Governo.
*Com Lusa





