Experts elegem roubos de dados e ataques a servidores como principais ameaças do ciberespaço

Vários analistas ligados à segurança do ciberespaço defenderam, recentemente, num fórum voltado para a segurança do espaço virtual que os roubos de dados e ataques constantes aos servidores públicos são as principais ameaças do ciberespaço. Num certame desenvolvido pela Global Strategic Plataform, a especialista brasileira, Daniela Jackson Aires Pinto, disse não ter dúvidas de que…
ebenhack/AP
Conferência promovida pela Global Strategic Plataform juntou conhecedores de cibersegurança de três países lusófonos para entre outros debater as ferramentas de controlo às ameaças do mundo virtual.
Economia

Vários analistas ligados à segurança do ciberespaço defenderam, recentemente, num fórum voltado para a segurança do espaço virtual que os roubos de dados e ataques constantes aos servidores públicos são as principais ameaças do ciberespaço.

Num certame desenvolvido pela Global Strategic Plataform, a especialista brasileira, Daniela Jackson Aires Pinto, disse não ter dúvidas de que os roubos de dados se enquadram no grupo das principais ameaças do mundo virtual. Aliás, a também coordenadora de pós-graduação em relações internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina, deu vários exemplos que envolvem o seu país, como foi a recente perda de dados dos comprovativos de vacinação da população brasileira por longos 20 dias.

“As principais ameaças do ciberespaço são comungadas entre Estados e empresas. E uma delas, hoje, parece especial. Eu acho que as principais ameaças e que devemos ter em atenção são os constantes roubos de dados que vêm tendo as empresas e os Estados”, apontou a especialista.

Daniela Pinto revelou ainda que o seu país tem assistido a essas perdas de forma recorrente, tendo apontado mesmo que a maior nação da América do Sul tem tido dificuldades imensas de garantir os dados dos seus cidadãos.

A também vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos e Defesa deu ainda exemplos de espionagens virtuais como sendo dos graves problemas do ciberespaço. Neste quesito, a acadêmica não deixou de citar o badalado caso do norte-americano Eduard Snowden como exemplo de quebras nos protocolos de serviço no mundo virtual, onde, mais uma vez, citou a monitorização à distância sofrida pelo Brasil.

“Eu acho que a espionagem cibernética é um elemento central tanto para as empresas, como para os Estados. O que viveu o Brasil em 2016, não só o Brasil mas também o resto do mundo, e foi denunciado pelo Snowden, é um caso para se levar em consideração”, exemplificou a experts de inteligência virtual brasileira.

Moderado pelo coronel Luís Bernardino, o evento teve como principal objectivo promover o diálogo, debates, através de conferências, focadas na segurança do Ciberespaço.

Para o militar português, o ciberespaço permite realizar uma diversidade enorme de actividades, sendo que muitas estão associadas ao desenvolvimento social e económico. Entretanto, Luís Bernadino não deixou de alertar para os descaminhos que se têm dados ao mundo virtual.  

“Mas [outras actividdades] decorrem de interesses perniciosos para a nossa sociedade. Estas últimas estão associadas a actores que se aproveitam da facilidade do anonimato que o ciberespaço permite, alguma sensação de impunidade, bem como dificuldade de imputação, o que, por sua vez, prejudica a acção das forças que zelam pela protecção dos seus cidadãos, empresas e do Estado, nomeadamente em África, onde essa problemática ainda é pouco trabalhada”, apontou o especialista.

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