A Expo 2020 foi aberta oficialmente nesta Quinta-feira, 30 de Setembro, nos Emirados Árabes Unidos, com a participação de mais de 150 países e organizações internacionais. Espera-se que cerca de 25 milhões de pessoas visitem a montra internacional de negócios, mantendo-se a previsão de público do pré-pandemia.
O certame, que acontece entre 1 de Outubro deste ano e 31 de Março de 2022, pretende ser uma plataforma para a promoção da criatividade, inovação e cooperação a nível global, facilitando o intercâmbio de ideias e de culturas.
A Cerimónia de abertura do pavilhão de Angola contou com a presença do ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Jomo Fortunato, do corpo diplomático acreditado nos Emirados Árabes Unidos, membros do Executivo, entre outras entidades.
Em entrevista exclusiva a FORBES, Albina Assis, Comissária-geral de Angola para a Expo 2020, conta que o país está presente com o pavilhão no subtema “oportunidade”, onde irá incorporar o tema “Conectando com a Tradição para Inovar” e o slogan “Da tradiçõa a Inovação”, que pretende evidenciar a sua abrangência em áreas como a educação, emprego, novas indústrias, capital financeiro e governança, “numa perspetiva de inovação, inclusão e compreensão”.
Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, fazem parte do leque de países lusófonos que estarão presentes no palco da Expo 2020 Dubai.
De recortar que no evento está prevista a realização de um Festival de Língua Portuguesa denominado “Lusofonia Festival”, que reunirá, pela primeira vez, países lusófonos. De acordo com a comissária-geral de Angola para a Expo, o festival será mais um contributo para a divulgação da língua portuguesa, “um idioma, aparentemente desconhecido, mas falado em quatro continentes (Europa, África, America e Ásia)”, constituindo-se como verdadeira ponte de união entre estes povos.
Por outro lado, Albina Assis refere que a participação de Angola no “Lusofonia Festival” vem reforçar o princípio da irmandade e fraternidade entre os países de Língua Portuguesa, homenageando igualmente os 25 anos da “organização intercontinental”, a CPLP, no ano em que o país assumiu a sua presidência.





