Exportações cabo-verdianas de conservas e peixe congelado caem 5,5%

O valor das exportações cabo-verdianas de conservas e peixe congelado – que representa cerca de 80% das exportações do arquipélago – caíram 5,5% no primeiro semestre do ano em curso, para 14,6 milhões de euros, face ao registado em igual período de 2020 [15, milhões de euros], de acordo com os relatórios estatísticos do Banco…
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Espanha é o país que mais compra os produtos cabo-verdianos, com uma quota superior a 60%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística daquele arquipélago.
Economia

O valor das exportações cabo-verdianas de conservas e peixe congelado – que representa cerca de 80% das exportações do arquipélago – caíram 5,5% no primeiro semestre do ano em curso, para 14,6 milhões de euros, face ao registado em igual período de 2020 [15, milhões de euros], de acordo com os relatórios estatísticos do Banco de Cabo Verde (BCV).

Os dados dos referidos documentos, compilados pela agência Lusa, mostram que, no global, as exportações de bens cabo-verdianos, não incluindo receitas com o turismo, já tinham caído no ano passado mais de 16% face a 2019, para 46,2 milhões de euros, e que do total dos bens enviados para o exterior, menos de 10% são produtos transformados no país, como são os casos de calçado e vestuário.

O Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde indica que Espanha é o país que mais compra os produtos cabo-verdianos, com uma quota superior a 60%, mantendo uma forte actividade na indústria conserveira, sobretudo na ilha de São Vicente. Essa indústria [conserveira] admitiu em Janeiro deste estar a ter problemas nas exportações, tendo em conta a falta de um acordo por parte da União Europeia para a derrogação de normas de origem.

Sem a aprovação do novo pedido de derrogação desde 2020, as exportações cabo-verdianas de conservas teriam encargos aduaneiros pelo facto da matéria-prima ter origem em embarcações de pesca de outros países, colocando assim em causa a sobrevivência do sector.

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