Exportações não-petrolíferas em Angola crescem perto de 174% desde 2014

As exportações não-petrolíferas em Angola cresceram 173,9%, em termos acumulados, nos últimos dez anos, de acordo com dados avançados esta Quarta-feira, 02, em Luanda, pelo ministro de Estado e da Coordenação Económica, José de Lima Massano. O governante, que foi o convidado do jornalista e professor de Economia, Carlos Rosado de Carvalho, para a 2ª…
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Os dados foram avançados, nesta Quarta-feira, pelo ministro de Estado e da Coordenação Económica, José de Lima Massano, que justificou o resultado com a dinamização do PRODESI.
Economia

As exportações não-petrolíferas em Angola cresceram 173,9%, em termos acumulados, nos últimos dez anos, de acordo com dados avançados esta Quarta-feira, 02, em Luanda, pelo ministro de Estado e da Coordenação Económica, José de Lima Massano.

O governante, que foi o convidado do jornalista e professor de Economia, Carlos Rosado de Carvalho, para a 2ª edição do evento “Conversas Economia 100 Makas”, justificou que o crescimento foi fruto do PRODESI – acrónimo do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações, aprovado em Julho de 2018 -,  que se terá consolidado como “um instrumento essencial para a dinamização da produção nacional”.

“Os resultados obtidos demonstram um progresso significativo na redução da dependência externa, no crescimento do sector produtivo e no estímulo ao investimento”, referiu o homem que auxilia o Presidente da República de Angola na coordenação das políticas económicas do país.

Entre os principais avanços do PRODESI, Massano destacou o crescimento “expressivo” das principais fileiras agrícolas e de produção alimentar, com realce para a produção de arroz, que segundo garantiu, terá quintuplicado nos últimos dois anos, sem, no entanto, precisar os números. Apontou ainda a aprovação de 6 301 projectos de empresas e cooperativas, um aumento de 120,4% em relação aos créditos programados.

Segundo o responsável, o realce vai também para o desembolso do crédito concentrados nos sectores industrial (50,6%) e agrícola (26%), assim como para a emissão de garantias pelo Fundo de Garantias de Crédito (FGC) a 4 274 projectos, num total de 486,8 mil milhões de kwanzas.

José Massano à conversa com o jornalista e professor de Economia, Carlos Rosado de Carvalho.

No dizer de José Massano, 2024 ficou marcado por dois resultados importantes. No ano passado, garantiu, foi atingida a taxa de crescimento mais elevada dos últimos dez anos, bem como o ritmo anual mais alto da criação de emprego no sector formal da economia.

“Todavia, são ainda complexos os desafios de estabilização e de diversificação económica, permanecendo necessário o percurso de correcções e reformas para a superação consistente das vulnerabilidades, dinamização do potencial económico de Angola e geração de bem-estar social”, reconheceu, a concluir, o ministro de Estado e da Coordenação Económica do país.

A 2ª edição do “Conversas Economia 100 Makas” debruçou-se sobre o tema “Onde Está e para Onde Vai a Economia Angolana”. Na ocasião, José Massano fez uma apresentação sobre o estado da economia angolana e apontou as prioridades em matéria de políticas financeiras, económicas e fiscais.

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