Falta de aprovação do orçamento atrasa acções de preparação da visita do Papa Leão XIV em Angola

O porta-voz da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Belmiro Chissengueti, revelou, recentemente, que o Governo angolano ainda não aprovou o orçamento da visita do Papa Leão XIV, o que justifica os atrasos nas acções de preparação. “Portanto, isso cria alguns constrangimentos para podermos desenvolver as nossas acções a velocidade que pretendemos”, lamentou…
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“Portanto, isso cria alguns constrangimentos para podermos desenvolver as nossas acções a velocidade que pretendemos. A visita do Papa envolve o Estado. Há aspectos que o Estado está a realizar com bastante integra e qualidade”, diz o porta-voz da CEAST, Belmiro Chissengueti.
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O porta-voz da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), Belmiro Chissengueti, revelou, recentemente, que o Governo angolano ainda não aprovou o orçamento da visita do Papa Leão XIV, o que justifica os atrasos nas acções de preparação.

“Portanto, isso cria alguns constrangimentos para podermos desenvolver as nossas acções a velocidade que pretendemos”, lamentou o também bispo da diocese de Cabinda.

A visita do Papa, disse, envolve o Estado. “Há aspectos que o Estado está a realizar com bastante intregra e qualidade”, sinalizou.

O bispo Belmiro Chissengueti não avançou o orçamento global que ainda está em discussão, mas garantiu que a avaliação será feita no final da visita.

“Há muitos aspectos que precisam de ter outra velocidade, em função do tempo que começa a ser escasso”, advertiu, em entrevista à TV Girassol.

Recorde-se que o Presidente angolano, João Lourenço, reuniu há dias, pela segunda vez no espaço de duas semanas, com a comissão multissectorial que prepara a visita do Papa Leão XIV em Abril próximo.

O encontro serviu para avaliar o andamento de toda a máquina organizativa, com uma informação pormenorizada sobre os diferentes níveis de desempenho das várias equipas no terreno.

O Papa Leão XIV visita Angola entre 18 e 21 de abril, como anunciou o presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), José Manuel Imbamba, manifestando alegria pela vinda do líder da Igreja Católica a Angola.

Segundo a Igreja Católica angolana, Leão XIV vai ter encontros com o Presidente angolano, João Lourenço, com a comunidade religiosa, sociedade civil e vai igualmente visitar o Santuário da Muxima e a província angolana Lunda Sul.

José Manuel Imbamba enalteceu a visita de Leão XIV a Angola e pediu aos fiéis católicos angolanos a se prepararem “espiritual e materialmente para um acolhimento condigno”.

“O Santo Padre é o vigário de Cristo cá na terra, é ele que garante a comunhão aqui na terra (…), por isso pedimos para que todos os fiéis católicos se envolvam nos vários serviços que foram criados na mobilização, na angariação de fundos e em tudo aquilo que uma visita deste âmbito e desta natureza implica”, frisou.

No dia 18 de Abril, o Papa será recebido no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro. Ainda nesse dia, terá encontros com o Presidente da República, autoridades e representantes da sociedade civil. Ao final da tarde, reunir-se-á com os bispos na Nunciatura Apostólica em Luanda.

No dia 19 de Abril, o Pontífice celebrará uma missa na Centralidade do Kilamba, no período da manhã. E durante a tarde, vai presidir a oração do terço e terá um encontro com peregrinos no Santuário da Muxima.

No dia 20 de Abril, o Papa vai à cidade de Saurimo, para celebrar uma missa e visitar um centro de acolhimento de idosos. No mesmo dia, regressa a Luanda para um encontro, com bispos, padres, religiosos e catequistas na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima.

A 21 de Abril, último dia da visita, acontece a cerimónia de despedida e o regresso a Roma do líder da Igreja Católica. ´

A comissão multissectorial, responsável pela preparação da vinda a Angola do Papa Leão XIV, é coordenada pela ministra de Estado para a Área Económica e Social e integra os demais ministros de Estado, ministros de diversos sectores e outros quadros da Administração Central do Estado, além dos governadores das três províncias abrangidas pela visita, nomeadamente Luanda, Icolo e Bengo e Lunda-Sul.

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