A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou, recentemente, que pretende implementar uma rede de centros de inovação em África, começando pela Etiópia, com objectivo de apoiar os agricultores e os actores da cadeia de valor.
Segundo informações avançadas à imprensa, a rede poderá acelerar o desenvolvimento da inovação digital no sector agro-alimentar e centrar-se-á especialmente nos jovens e mulheres.
Por enquanto, as equipas da FAO estão a analisar o estado do desenvolvimento digital de cada país e as capacidades dos parceiros, tais como instituições governamentais, universidades, Organizações Não-Governamentais e o sector privado.
A economia da Etiópia, país onde a FAO arranca com a iniciativa, depende da agricultura, que representa 40% do PIB, 80% das exportações, e estima-se que o sector congregue 75% da mão-de-obra do país.
No entanto, apenas 5% da terra é irrigada e os rendimentos das culturas de pequenas explorações agrícolas estão abaixo das médias regionais. As ligações de mercado são fracas, e a utilização de sementes, fertilizantes e pesticidas melhorados continua a ser limitada.
Apesar destes desafios, o crescimento económico liderado pela agricultura – que está ligado à melhoria dos meios de subsistência e nutrição – pode tornar-se uma solução duradoura para a pobreza crónica e a insegurança alimentar da Etiópia.
De salientar que centros semelhantes serão também criados na Domínica, Granada e Marrocos.





