O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou esta semana a conclusão da revisão do acordo de Facilidade de Crédito Alargada (ECF) da Guiné-Bissau e o desembolso de uma ajuda de mais cerca de 6,3 milhões de euros.
Em comunicado, o FMI afirma que “esta decisão permite um desembolso imediato de 5,44 milhões de DSE [6,3 milhões de euros] para ajudar a satisfazer as necessidades de financiamento do país”.
“O empenho das autoridades [da Guiné-Bissau] numa série de reformas políticas difíceis está a começar a dar alguns resultados”, salienta o FMI, frisando que “devem perseverar a ambiciosa agenda de reformas estruturais para melhorar a mobilização das receitas internas, reforçar o controlo das despesas e melhorar a governação”.
Nesta linha, o FMI prevê que “o crescimento económico atinja 5% em 2024, enquanto a inflação deverá abrandar para 4,2%, em comparação com 7,2% em 2023, mas alerta que “as perspectivas económicas continuam sujeitas a riscos significativos a curto prazo”.
O acordo de três anos, aprovado em 30 de Janeiro de 2023, diz a Lusa, visa garantir a sustentabilidade da dívida, melhorar a governação e reduzir a corrupção, no país africano de língua portuguesa, “criando simultaneamente espaço orçamental para um crescimento inclusivo”, refere-se ainda na nota, lembrando que o conselho executivo concedeu um aumento do acesso (140% da quota ou 39,76 milhões de DSE) em 29 de Novembro de 2023.





