FMI desembolsa 8,1 milhões USD para Guiné-Bissau

O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai desembolsar cerca de 8,1 milhões de dólares para Guiné-Bissau, elevando o financiamento total ao abrigo do acordo que tem com o país para cerca de 17,4 milhões de dólares. A equipa da missão do FMI chegou a um acordo a nível técnico com as autoridades sobre as políticas económicas…
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A equipa da missão do FMI chegou a um acordo a nível técnico com as autoridades sobre as políticas económicas e financeiras que poderiam apoiar a aprovação da terceira avaliação do programa ECF.
Economia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai desembolsar cerca de 8,1 milhões de dólares para Guiné-Bissau, elevando o financiamento total ao abrigo do acordo que tem com o país para cerca de 17,4 milhões de dólares.

A equipa da missão do FMI chegou a um acordo a nível técnico com as autoridades sobre as políticas económicas e financeiras que poderiam apoiar a aprovação da terceira avaliação do programa Facilidade de Crédito Alargado (ECF).

Num comunicado publicado no seu website e consultado pela FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, o FMI ressalta que o referido acordo está sujeito à aprovação, algo está provisoriamente agendado para meados de Novembro do ano em curso.

As autoridades guineenses, indica a nota, procuram um aumento do acesso ao abrigo do programa ECF de 100% para 140% da quota. 

“A economia continua a recuperar em 2023, prevendo-se que o crescimento atinja os 4,2%, o mesmo nível de 2022. A inflação continua elevada e deverá atingir uma média de 8% em 2023, reflectindo o aumento dos preços internacionais dos alimentos e dos combustíveis. A queda acentuada dos preços internacionais do caju também contribuirá para o aumento do défice da balança corrente”, lê-se no comunicado.

No que diz respeito à implementação do programa, o Fundo Monetario Internacional diz que “o desempenho tem sido misto no contexto de um ambiente económico e sociopolítico desafiador”, sendo que o piso das receitas fiscais não foi atingido devido a receitas relacionadas com o caju terem sido inferiores ao esperado. 

O limite máximo da massa salarial, acrescenta o documento, não foi atingido devido a poupanças inferiores às esperadas, provenientes do censo dos funcionários públicos em 2022. Já o limite mínimo do saldo primário interno não foi atingido, reflectindo uma superação significativa das despesas não salariais.

“Embora isto inclua transferências únicas para a empresa de serviços públicos e custos relacionados com eleições, uma parte significativa do excesso deveu-se a despesas de segurança, de soberania e de força maior. O Governo está a implementar uma série de acções corretivas para estes QPCs perdidos”, refere o FMI.

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