FMI retoma negociações com Moçambique para novo programa de financiamento

Uma delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI) retoma, esta Quarta-feira, negociações com o governo moçambicano com o objectivo de fechar um novo programa de financiamento ao país. De hoje até ao próximo dia 18, a equipa liderada por Pablo López Murphy estará no território nacional para debater os contornos de um novo e potencial programa…
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) retoma esta Quarta-feira, em Maputo, as negociações com o governo moçambicano para a eventual aprovação de um novo programa de financiamento ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargada (ECF).
Economia

Uma delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI) retoma, esta Quarta-feira, negociações com o governo moçambicano com o objectivo de fechar um novo programa de financiamento ao país.

De hoje até ao próximo dia 18, a equipa liderada por Pablo López Murphy estará no território nacional para debater os contornos de um novo e potencial programa ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargada (ECF).

O objectivo central é claro: realizar uma avaliação profunda ao desempenho macroeconómico recente do país, auditar o estado de implementação das reformas em curso e desenhar o futuro da cooperação financeira e técnica entre o Estado e o FMI.

Durante os dez dias de missão, a delegação vai manter encontros intensos e estratégicos com vários pelouros governamentais, com destaque para a tutela das Finanças, o Banco de Moçambique, associações do sector privado e o sistema financeiro nacional.

Os trabalhos técnicos decorrem à porta fechada em Maputo. No fim do período de reuniões, espera-se que a missão divulgue as conclusões preliminares, que ditarão o calendário e as condições para a formalização do novo compromisso financeiro bilateral nos próximos meses.

Em meados de 2022, foi aprovado o último programa de Facilidade de Crédito Alargada para o país. Recentemente, as autoridades moçambicanas decidiram liquidar as suas obrigações pendentes junto do FMI, no valor de 701 milhões de dólares, e assim, terminar o referido programa.

A actual missão assume, por isso, particular importância para determinar se os progressos entretanto realizados permitem avançar para um novo programa. Para além das necessidades de financiamento, o processo deverá colocar em cima da mesa a trajectória das contas públicas, a estabilidade macroeconómica e o ritmo das reformas estruturais.

Depois do fecho do último pacote financeiro, o país recebeu outras delegações do Fundo, com destaque para a realizada em Junho do ano corrente, mas que não resultou em novo programa porque o Governo não tinha executado ainda todas as reformas exigidas pela instituição financeira internacional.

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