O Fundo Soberano de Moçambique (FSM) registou um crescimento significativo e atingiu um valor de mercado de 116,5 milhões de dólares em Janeiro de 2026, aumentado assim cerca de 7%, de acordo com dados oficiais divulgados pelo Banco de Moçambique a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso.
Nos primeiros quatro meses de operação sob gestão do Banco de Moçambique o crescimento foi impulsionado por receitas de gás e injecções de capital. Iniciado com 109,97 milhões de dólares, o fundo registou um crescimento consistente entre Dezembro de 2025 e o início de 2026, consolidando-se como instrumento de estabilização.
Segundo o relatório, o aumento do valor de mercado do FSM resulta, fundamentalmente, de novas entradas de capital provenientes do Estado, efectuadas ao abrigo do quadro legal em vigor, bem como do retorno financeiro dos activos sob gestão do Banco de Moçambique, entidade responsável pela administração do Fundo.
O desempenho reforça o papel do Fundo como instrumento estratégico de gestão das receitas do gás natural, estabilização macroeconómica e protecção intergeracional da riqueza dos recursos naturais.
Os dados de evolução do Fundo indicam que, entre Dezembro de 2025 e Janeiro de 2026, foi registado um acréscimo sustentado do seu valor, reflectindo ganhos associados à gestão do portefólio financeiro, sem registo de custos operacionais no período em análise.
A capitalização do FSM está directamente ligada às receitas geradas pelo GNL, que entre Novembro de 2022 e Outubro de 2025 ascenderam a 239,1 milhões de dólares, reforçando progressivamente o papel do Fundo como um instrumento de estabilização macro‑económica e de gestão responsável da riqueza dos recursos naturais.
O FSM visa gerir receitas da exploração de gás natural (bacia do Rovuma), com meta de receber 6 mil milhões de dólares anuais até 2040, apoiando o orçamento de estado e a estabilidade macroeconómica.





