No quadro do processo de reestruturação e revitalização que o maior banco público angolano, o BPC – Banco de Poupança e Crédito, tem vindo a passar há vários anos, o presidente do seu conselho de administração garantiu esta Quinta-feira, 10, que o controlo dos principais riscos” que a instituição enfrenta e a melhoria dos serviços têm sido consolidados.
De acordo com António André Lopes, os principais marcos do programa de recapitalização do banco “têm estado a ser alcançados, tanto do ponto de vista da estabilidade como dos principais indicadores de balanço”.
Citado pela Lusa, o gestor sublinhou também que a sua administração tem estado a consolidar o que designou por “aspectos que têm a ver com o controlo dos principais riscos que o banco enfrenta”, além da consolidaçãio dos instrumentos, que, segundo o líder do BPC, “impactavam na continuidade e melhoria do serviço”.
O suporte informático, a infra-estrutura e o core bancário (infra-estrutura tecnológica que administra as operações bancárias) constam das acções em curso a nível do BPC, para a melhoria do seu serviço. “Temos estado a desenvolver um conjunto de acções neste domínio para que possamos, de facto, ter um serviço mais à altura da dimensão e do papel que o banco tem que ter na nossa economia”, disse.
André Lopes recordou ainda que o plano de recapitalização e reestruturação da unidade bancária estatal angolana tem um marco de quatro anos, acreditando que, até final do próximo ano, os objectivos do saneamento sejam alcançados.
“Vamos entrar agora no último ano e estamos em crer que os principais objectivos serão alcançados, é claro que ao longo deste tempo surgiram alguns imprevistos, nomeadamente o comportamento da economia com efeito da Covid-19 e retracção da nossa economia”, assinalou.
A administração acredita ainda que, de uma forma geral, as metas serão cumpridas. “Vamos conseguir estabilizar o funcionamento do banco, principalmente a partir do final do próximo ano, altura em que está prevista a entrada do novo core bancário que vai permitir que os nossos clientes possam ter uma interacção mais segura e mais disponível com o banco”, assegurou o gestor, que falava à margem do terceiro fórum da Bolsa de Dívida e Valores de Angola, para apresentação do Relatório do organismo.
No documento, o BPC ficou na quinta posição do universo de membros Bodiva, liderados pelo Banco de Fomento Angola (BFA), que realizaram negócios nos mercados regulamentados com uma quota de 6,48%.





