São três os alegados envolvidos na suposta tentativa de golpe de Estado na República Democrática do Congo (RDCongo), os que têm negócios registados em Moçambique, como reconheceu primeiro-ministro moçambicano, Adriano Maleiane.
A lista dos golpistas no Congo, mas investidores em Moçambique, inclui o congolês Christian Malanga, que liderou o movimento, que aparece em registos oficiais de Moçambique, como detentor de negócio no país lusófono desde 2022, como chegou a noticiar a DW.
Os registos oficiais dão conta da empresa Bantu Mining Company, uma sociedade com operação em Matola, arredores da capital moçambicana registada na Conservatória do Registo de Entidades Legais de Maputo, que além de Christian Malanga, congolês no exílio, conta os norte-americanos Cole Patrick Ducey e Benjamin Reuben Zalman Polun.
Os três supostos golpistas da RDC registaram ainda a Global Solutions Moçambique, no Chimoio, província de Manica, como noticiou a imprensa local.
A falar sobre o assunto, o primeiro-ministro disse que Moçambique condena, mas que pouco ou nada pode fazer sobre a vida privada dos investidores.
“Condenamos toda a tentativa de golpe de Estado, o Governo não pode senão condenar esse acto”, disse o dirigente, vincando que “o país tem muitos investidores e muitos investimentos, mas nós não andamos a acompanhar a vida particular dos investidores”, afirmou o primeiro-ministro moçambicano.





