Governança, integração e sustentabilidade são apontadas como desafios para o futuro dos transportes em Angola

A necessidade de reforçar a governança, promover a integração entre os diferentes meios de transporte e colocar a sustentabilidade ambiental no centro das decisões, foi defendida esta Terça-feira, 29, pelo Hemera Capital Partners, Carlos Borges, durante um painel sobre o “ESG, Sustentabilidade e Impacto Social”, na segunda edição do Angola Hub Transporte e Logística Summit.…
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O Hemera Capital Partners, Carlos Borges disse que os sectores rodoviário, ferroviário, marítimo e da aviação civil precisam de funcionar de forma articulada, criando uma rede de conectividade capaz de apoiar tanto a actividade económica como a inclusão social.
Economia

A necessidade de reforçar a governança, promover a integração entre os diferentes meios de transporte e colocar a sustentabilidade ambiental no centro das decisões, foi defendida esta Terça-feira, 29, pelo Hemera Capital Partners, Carlos Borges, durante um painel sobre o “ESG, Sustentabilidade e Impacto Social”, na segunda edição do Angola Hub Transporte e Logística Summit.

O interveniente destacou que o desenvolvimento do sector deve assentar em decisões transparentes, monitorização dos resultados e numa visão de longo prazo, capaz de beneficiar também as futuras gerações.

Segundo Carlos Borges, os sectores rodoviário, ferroviário, marítimo e da aviação civil precisam de funcionar de forma articulada, criando uma rede de conectividade capaz de apoiar tanto a actividade económica como a inclusão social.

A mobilidade urbana foi igualmente apontada como uma questão que deve ser analisada para além do transporte, considerando a estrutura das cidades, a localização das populações e a necessidade de articulação entre diferentes modos de transporte.

No domínio ambiental, o representante da KMPG defendeu que a sustentabilidade deve ser encarada como uma prioridade, mas associada à procura de maior eficiência económica e operacional.

Na sua perspectiva, reduzir o tempo perdido no trânsito, melhorar as conexões e tornar os corredores de transporte mais eficientes pode produzir benefícios económicos, sociais e ambientais.

Como exemplo, foi citado o Corredor do Lobito, cuja importância, para Borges, deve ser analisada não apenas pelo transporte de mercadorias entre os pontos de origem e destino, mas também pelas actividades económicas que podem ser desenvolvidas ao longo do percurso.

A criação de uma agenda comum entre os diferentes intervenientes foi apontada como um dos caminhos para responder aos desafios do sector, privilegiando os pontos de convergência e uma visão integrada para o desenvolvimento dos transportes em Angola.

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