O ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola, José de Lima Massano disse esta Quinta-feira, 29, que o sector do turismo deverá assegurar uma contribuição de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2050, perspectivando-se dois milhões de turistas internacionais por ano.
“Os dados mais recentes revelam que o sector tem já um peso de 1,4% do PIB, suportado pelo crescimento do número de turistas internacionais. Em 2025, estima-se que o país tenha registado 205 mil turistas internacionais, um crescimento de quase 60% quando comparado com o ano de 2022”, informou o governante.
Ao discursar na abertura do 1.º Conselho Consultivo do Ministério do Turismo 2026, sobre o lema “Turismo como pilar estratégico para o desenvolvimento sustentável de Angola”, Massano ressaltou que esta evolução faz crer que as metas estabelecidas para 2050 sejam atingidas bem antes, no entanto, Angola dispõe de activos turísticos únicos, naturais, culturais e históricos, largamente subaproveitados ou até mesmo desconhecidos por muitos.
“Somos uma pérola turística por explorar e monetizar, por isso potencialmente geradora de múltiplas oportunidades”, sublinhou.
Paralelamente, o representante do Governo sublinhou que o turismo gera incentivos económicos para a preservação e valorização do património cultural e histórico, incluindo a música, a dança, o artesanato, a pintura, ou seja, reforça a identidade nacional.
Segundo o ministro angolano, perante este quadro para melhor orientar a acção de governação pública, estimular o investimento privado e alcançar os ganhos sociais subjacentes, foi elaborado o Plano Nacional de Fomento ao Turismo. “O PLANATUR, do ponto de vista do seu enquadramento, está em articulação com a Estratégia de Longo Prazo, Angola 2050, e com o Plano de Desenvolvimento Nacional, o PDN, 2023-2027”, salientou.
O PDN, acrescentou, levou O Governo também a olhar para o potencial de recursos naturais, culturais e para a força da história para identificar novas avenidas e oportunidades de desenvolvimento, pois, o turismo é um sector intensivo e com mão-de-obra capaz de absorver trabalhadores com diferentes níveis de qualificação e áreas de especialização, característica que lhe confere um papel relevante na integração de jovens e mulheres no mercado de trabalho.
Para Massano, o turismo estimula o empreendedorismo em áreas como o alojamento, restauração, serviços de guias, transporte, artesanato, produção alimentar e cultural, gerando um efeito multiplicador significativo na economia.
Entretanto, apontou que o turismo promove o desenvolvimento não apenas dos principais centros urbanos, mas também das regiões rurais remotas, tipicamente com menor densidade industrial. “Muitos dos activos turísticos nacionais, como cascatas, parques e reservas naturais, localizam-se nessas regiões, o que estimula o investimento em infra-estruturas, incluindo estradas, abastecimento de água, electricidade e telecomunicações, contribuindo para a redução das desigualdades regionais”, indicou.





