Governo da Guiné-Bissau lança campanha de sensibilização sobre referendo à nova Constituição

O primeiro-ministro do Governo de transição guineense, Ilídio Vieira Té lançou esta Quinta-feira, 13, a campanha nacional de sensibilização da população sobre o referendo à nova Constituição, aprovada após o golpe de Estado de 26 de Novembro. No seu discurso, numa cerimónia num hotel de Bissau, e transmitido nas redes sociais de órgãos de comunicação…
ebenhack/AP
No seu discurso, numa cerimónia num hotel de Bissau, e transmitido nas redes sociais de órgãos de comunicação social guineenses, Ilídio Vieira Té apelou “à serenidade e à participação informada” da população no referendo marcado para o dia 30 deste mês.
Life

O primeiro-ministro do Governo de transição guineense, Ilídio Vieira Té lançou esta Quinta-feira, 13, a campanha nacional de sensibilização da população sobre o referendo à nova Constituição, aprovada após o golpe de Estado de 26 de Novembro.

No seu discurso, numa cerimónia num hotel de Bissau, e transmitido nas redes sociais de órgãos de comunicação social guineenses, Ilídio Vieira Té apelou “à serenidade e à participação informada” da população no referendo marcado para o dia 30 deste mês.

O referendo servirá para que os guineenses com capacidade eleitoral activa digam, através do voto secreto, se concordam ou não com a entrada em vigor da nova Constituição, que, na prática, reforça os poderes do Presidente da República.

Para Ilídio Vieira Té o referendo “é um momento crucial para a democracia” do país, daí que, disse, os cidadãos devem ser informados sobre a sua importância “com imparcialidade”.

“A Constituição pertence à República, mas a República pertence ao povo”, sublinhou o primeiro-ministro do Governo de transição, que pede uma campanha de educação cívica “imparcial, esclarecedora e pedagógica”.

Ilídio Vieira Té enfatizou que a campanha, que deverá decorrer até dia 28, não servirá para dar indicações de voto aos cidadãos, mas, reforçou, para explicar o que é a nova Constituição.

O ‘slogan’ da campanha, assinalou, será: “antes de votar, é preciso conhecer; antes de decidir, é preciso compreender”.

O primeiro-ministro aproveitou a ocasião para lançar um apelo aos partidos políticos, sociedade civil, autoridades tradicionais e religiosas, organizações de mulheres, de jovens e meios de comunicação social para que contribuam para um ambiente de “serenidade, tolerância, respeito pela diferença e rejeição de qualquer forma de violência ou intimidação”.

Os militares, diz a Lusa, tomaram o poder a 26 de Novembro de 2025 na Guiné-Bissau e substituíram o parlamento por um Conselho Nacional de Transição.

Mais Artigos