Governo de Cabo Verde defende sistema de qualificação profissional alinhado às necessidades do mercado e voltado para as empresas

O ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial afirmou recentemente que o Governo de Cabo Verde quer um sistema de qualificação profissional alinhado com o mercado de trabalho e as necessidades das empresas. “Um sistema de qualificação profissional voltado para o mercado do trabalho e o mercado do trabalho voltado para as necessidades e…
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Ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial, Eurico Monteiro, falava na apresentação do “Estudo sobre os Desafios do Mercado de Trabalho Cabo-verdiano no Contexto da Globalização”.
Economia

O ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial afirmou recentemente que o Governo de Cabo Verde quer um sistema de qualificação profissional alinhado com o mercado de trabalho e as necessidades das empresas.

“Um sistema de qualificação profissional voltado para o mercado do trabalho e o mercado do trabalho voltado para as necessidades e crescimento das empresas, e, consequentemente, para o desenvolvimento da economia do país”, indicou Eurico Monteiro, durante a apresentação do “Estudo sobre os Desafios do Mercado de Trabalho Cabo-verdiano no Contexto da Globalização”, conduzido pelo consultor José Luís Mascarenhas Monteiro.

Realizado em 2025, o estudo, que incidiu sobre as Estatísticas do Mercado de Trabalho – IMC 2024, do Instituto Nacional de Estatística (INE), foi desenvolvido com o propósito de analisar o “paradoxo” por que passa o mercado de trabalho cabo-verdiano: por um lado, uma taxa de desemprego relativamente baixa, por outro, a percepção manifesta das empresas de escassez de mão de obra. Elementos que, indicou o ministro, desde a primeira hora, revelaram alguma contradição, a não ser que fossem explicados sobre uma outra perspectiva.

“Eu falo concretamente daquilo que decorre a taxa de desemprego que, por ocasião do estudo, partia de 8,0% para 7,5% taxa geral, na qual se encontra hoje, mesmo tendo em conta o desemprego na faixa dos 15 aos 24 anos, na ordem dos 14,9%, e de 8,4% na faixa dos 25 aos 34 anos, tínhamos da parte das entidades empregadoras a percepção da falta da mão de obra”, referiu o ministro, questionando esse paradoxo entre o desemprego jovem e a necessidade das empresas, que chegam a recrutar trabalhadores em países como a Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, sobretudo numa realidade cujo sistema de qualificação profissional é considerado robusto.

“Como interpretar isso?”, voltou a questionar o governante, reconhecendo a necessidade de um olhar mais técnico e abrangente que pudesse propiciar condições e pistas que permitissem compreender onde residia o problema e o que fazer para que o mercado de trabalho ganhasse em coerência.

Daí se ter encomendado o estudo, que como resultado trouxe a análise vários elementos que, não só ajudam a compreender a problemática, como a propor medidas de políticas públicas que permitam alinhar as aspirações do mercado de trabalho e o sistema nacional de qualificação profissional.

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