Grace Évora brilha na noite de celebração da responsabilidade social em Luanda

Num ambiente onde a elegância se cruzou com o propósito, Grace Évora subiu ao palco da gala de entrega dos Prémios Forbes Responsabilidade Social (PRS) 20226 com a serenidade de quem carrega uma história feita de afectos e travessias. Em Luanda, perante uma plateia composta por líderes empresariais, figuras institucionais e nomes da cultura, o…
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Num palco onde o impacto social foi o protagonista, a voz de Grace levou emoção, memória e a mensagem de que a música também é um instrumento de transformação. A elegância da noite contrastou com a força das histórias celebradas. Évora passou uma mensagem de gratidão e compromisso com África.
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Num ambiente onde a elegância se cruzou com o propósito, Grace Évora subiu ao palco da gala de entrega dos Prémios Forbes Responsabilidade Social (PRS) 20226 com a serenidade de quem carrega uma história feita de afectos e travessias.

Em Luanda, perante uma plateia composta por líderes empresariais, figuras institucionais e nomes da cultura, o músico cabo-verdiano não levou apenas a sua sonoridade inconfundível, mas também uma mensagem profundamente alinhada com os valores da noite: gratidão, pertença, união e responsabilidade colectiva.

Em entrevista exclusiva à Forbes África Lusófona, o artista não escondeu a emoção de integrar uma noite dedicada ao impacto social. Com uma carreira consolidada além-fronteiras, Grace Évora sublinhou que a sua música nasce de um propósito claro: contribuir para um mundo melhor. “Faço música sempre a pensar no bem do mundo, de África em particular. As minhas músicas trazem mensagens positivas, incentivam à paz, à comunhão, a viver melhor”, explicou, reforçando a sintonia entre a sua obra e a missão da Forbes África Lusófona. “Para mim é uma grande honra”, afirmou. “Premiar pessoas que fazem coisas maravilhosas pelo nosso continente é um projecto muito bonito.”

A sua presença na 4.ª edição dos PRS Angola foi, por isso, mais do que um momento musical. Foi uma extensão natural de um percurso artístico pautado por valores e por uma visão clara: a de que a música pode, e deve, contribuir para um mundo melhor. “Faço música sempre a pensar no bem do mundo, de África em particular. As minhas músicas trazem mensagens positivas, incentivam à paz, à comunhão”, explicou, igualmente.

A ligação a Angola, essa, revelou-se especialmente marcante. Em Luanda, o artista não escondeu a emoção ao regressar a um país que considera parte essencial da sua trajectória pessoal e artística. “Sou muito grato a Angola. Este país ajudou-me a crescer, a ser uma pessoa melhor. Sempre que venho cá, sinto-me em casa”, disse. No palco, procurou transmitir essa gratidão, deixando também um apelo subtil, mas firme, aos líderes presentes: que reforcem o seu envolvimento em causas sociais e solidárias.

Grace Évora levou emoção, gratidão e propósito à gala que celebrou o poder de transformar Angola.

Mais do que entretenimento, a actuação de Grace Évora assumiu-se como um testemunho vivo do poder transformador da música. O cantor partilhou com a Forbes África Lusófona episódios, ao longo da sua carreira, em que as suas canções serviram de amparo em momentos difíceis, inspirando pessoas a superar desafios pessoais. “Há quem encontre força e motivação nas mensagens das músicas. Isso mostra como a música pode ser essencial, sobretudo em causas sociais”, destacou.

A gala teve lugar no Hotel Intercontinental Luanda, ao Miramar, num ambiente de requinte e emoção que voltou a marcar o calendário nacional. Organizado pelo Grupo Media Nove – detentor de títulos como a Forbes África Lusófona, Forbes Portugal de Jornal Económico – o evento reafirma-se como uma plataforma de valorização da responsabilidade social empresarial.

Sob o lema da celebração da paz em Angola, a edição deste ano distinguiu empresas cujas iniciativas têm contribuído para transformar vidas e impulsionar o desenvolvimento do país. Mais do que uma cerimónia, os Prémios Forbes Responsabilidade Social consolidam-se como um espaço de inspiração, promovendo boas práticas e incentivando uma cultura de liderança orientada para o impacto positivo.

Numa reflexão sobre o papel da cultura, o artista recordou ainda à Forbes a influência histórica da música cabo-verdiana em vários países africanos, incluindo Angola, sobretudo em períodos de adversidade. Uma herança que, segundo defende, continua a ser cultivada pela sua geração, com o objectivo de levar esperança e alegria aos povos do continente, numa linguagem universal que une, consola e inspira.

E foi precisamente isso que se sentiu naquela noite: entre distinções e discursos, a música de Grace Évora funcionou como fio condutor de emoções e valores, lembrando que o verdadeiro progresso também se mede pela capacidade de tocar vidas.

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