Grupo malauiano FDH injecta 16,2 milhões de euros no antigo Ecobank Moçambique

O grupo FDH, do Maláui, injectou cerca de 16,2 milhões de euros no FDH Bank Moçambique, antigo Ecobank Moçambique, numa operação de recapitalização destinada a reforçar a solidez financeira da instituição e a consolidar a sua integração no grupo bancário regional. A informação consta do Relatório de Disciplina de Mercado do banco, que destaca que…
ebenhack/AP
Depois de concluir a aquisição do Ecobank Moçambique, o grupo FDH avançou com uma injecção de capital. A recapitalização do banco marca uma nova etapa na estratégia de expansão regional do grupo malauiano, que passou a controlar mais de 99% do capital da instituição.
Economia

O grupo FDH, do Maláui, injectou cerca de 16,2 milhões de euros no FDH Bank Moçambique, antigo Ecobank Moçambique, numa operação de recapitalização destinada a reforçar a solidez financeira da instituição e a consolidar a sua integração no grupo bancário regional.

A informação consta do Relatório de Disciplina de Mercado do banco, que destaca que o reforço de capital permitiu aumentar a capacidade financeira da instituição e assegurar o cumprimento dos requisitos prudenciais exigidos pelo Banco de Moçambique.

“No âmbito do processo de integração e fortalecimento da capacidade financeira do banco, o novo accionista procedeu à recapitalização da instituição, permitindo o reforço da sua base de capital e assegurando o cumprimento dos requisitos mínimos regulamentares estabelecidos pelo Banco de Moçambique”, refere o documento.

A injecção foi realizada em duas fases. A primeira tranche, no valor de 8,5 milhões de euros, foi concretizada em Dezembro, seguindo-se uma segunda operação de 7,7 milhões de euros em Janeiro deste ano. Com este reforço, o capital social do FDH Bank Moçambique ascendia, em Janeiro de 2026, a 43,1 milhões de euros.

O grupo FDH Bank passou a deter 99,14% do capital da instituição, reforçando a sua posição accionista após a aquisição do antigo Ecobank Moçambique. Os restantes 0,86% permanecem nas mãos do Fundo para o Fomento de Habitação (FFH), entidade pública moçambicana que já havia reduzido a sua participação minoritária.

O relatório, citado pela Lusa, assinala igualmente que, na sequência da conclusão da operação e da integração no grupo malauiano, a instituição alterou oficialmente a sua designação social de Ecobank Moçambique SA para FDH Bank Moçambique SA, reflectindo a nova estrutura accionista e identidade corporativa.

A aquisição foi formalmente concluída no final de Setembro do ano passado, quando o FDH Bank confirmou ao mercado a compra da participação detida pelo grupo pan-africano Ecobank. Na altura, o banco malauiano passou a controlar 98,87% do capital da instituição moçambicana, consolidando a sua estratégia de expansão para mercados da África Austral.

A operação representa um dos movimentos mais relevantes do sector bancário moçambicano nos últimos anos, numa altura em que várias instituições financeiras procuram reforçar a sua escala, capitalização e capacidade competitiva perante um ambiente regulatório cada vez mais exigente.

Segundo o FDH Bank, a aquisição enquadra-se numa estratégia de crescimento regional que visa expandir a presença do grupo para novos mercados, diversificar fontes de receita e criar sinergias operacionais capazes de gerar valor a longo prazo.

“Esta aquisição representa um marco significativo na estratégia de crescimento regional do FDH Bank Plc e reafirma o forte compromisso do banco em investir na África Austral”, referiu a instituição em informação anteriormente divulgada ao mercado.

Para além do reforço financeiro, a integração do banco moçambicano poderá permitir ao grupo ampliar a sua presença numa das economias mais relevantes da região, beneficiando de uma plataforma de crescimento associada aos sectores de recursos naturais, infra-estruturas e serviços financeiros.

A recapitalização agora anunciada constitui, por isso, um sinal claro da aposta do grupo malauiano no mercado moçambicano, ao mesmo tempo que reforça a capacidade do banco para sustentar o crescimento da actividade e responder às exigências de capital impostas pelo regulador.

Mais Artigos