A Guiné-Bissau perde em cada campanha de comercialização da castanha de caju cerca de 50 milhões de dólares, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de transição, João Bernardo Vieira.
O responsável falava no acto da abertura oficial da campanha de comercialização da castanha de caju 2026, numa cerimónia em que representava o primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, e divulgadas nos órgãos de comunicação social locais.
João Bernardo Vieira destacou que o Governo de transição “atribui importância particular” à campanha de comercialização da castanha do caju que hoje se inicia, da qual, disse, se espera “a responsabilidade colectiva, disciplina e compromisso”.
O lema da presente campanha é: “tolerância zero ao contrabando” da castanha que rende aos cofres do Estado guineense mais de 200 milhões de euros. “A Guiné-Bissau perde em cada campanha de comercialização da castanha de caju quase 50 milhões de dólares por contrabando”, assinalou João Bernardo Vieira, que considera o caju “único produto” que o país exporta até aqui.
O chefe da diplomacia guineense disse ser preciso que o produto “seja tratado com mimo, seja protegido” para que cada quilograma que sair do país seja por vias legais. João Bernardo Vieira observou ainda ser preciso uma visão estratégica e capacidade de adaptação de medidas para o sector do caju para fazer face ao contexto internacional marcado por transformações económicas, políticas e guerras.
O responsável, diz a Lusa, aproveitou a ocasião para homenagear os camponeses guineenses pelo seu trabalho de produção daquele que é o principal produto agrícola e de exportação do país.





