Guiné-Bissau recebe FMI, que inicia missão no país entre 5 e 20 de Abril

Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) deve trabalhar na República da Guiné-Bissau, entre 05 e 20 de abril próximo, no âmbito da terceira avaliação do programa monitorizado pelo corpo técnico e ainda ao abrigo do artigo 4º, que "não se realizava [naquele país] há cinco anos. O anúncio da missão foi feito pelo ministro…
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Trabalhos devem decorrer inicialmente de forma virtual, mas, a partir de 12 de Abril, prosseguem presncialmente, no âmbito do programa monitorizado pelo corpo técnico da instituição de Bretton Woods.
Economia

Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) deve trabalhar na República da Guiné-Bissau, entre 05 e 20 de abril próximo, no âmbito da terceira avaliação do programa monitorizado pelo corpo técnico e ainda ao abrigo do artigo 4º, que “não se realizava [naquele país] há cinco anos.

O anúncio da missão foi feito pelo ministro das Finanças guineense, João Fadiá, avançando que, para já, a missão vai decorrer inicialmente de forma virtual e presencial, a partir de 12 de Abril.

Já em Fevereiro, o FMI anunciou ter aprovado a segunda avaliação do programa de ajustamento económico da Guiné-Bissau, um passo fundamental para garantir um empréstimo ao abrigo de um novo programa financeiro.

Desde já, as autoridades da Guiné-Bissau “fizeram progressos satisfatórios para estabelecer um histórico forte de implementação de políticas e reformas, um requisito fundamental para avançar na possibilidade de um acordo sobre uma Linha de Crédito Ampliada [Extended Credit Facility, ECF, no original em inglês] em 2022”, apontou o FMI.

Para a instituição, será importante manter “o bom desempenho na terceira e última revisão do SMP [Staff-Monitored Program, no original em inglês], e que os parceiros internacionais da Guiné-Bissau garantam apoio suficiente nesta transição”.

O programa monitorizado pelo corpo técnico foi aprovado em 19 de Julho de 2021 e a primeira revisão foi aprovada em Outubro do ano passado, sendo um passo prévio para que a Guiné-Bissau possa beneficiar de apoio financeiro do FMI ao abrigo destes programas de ajustamento financeiro que vão desembolsando tranches do empréstimo, à medida que os países cumprem o estipulado no acordo em termos de reformas e nova legislação para relançar a economia e corrigir os desequilíbrios.

De acordo com a agenda, o programa do FMI relativo à Guiné-Bissau “apoia o programa de reformas desenhado pelo país, com o objectivo de estabilizar a economia, melhorar a competitividade e fortalecer a governação”.

O organismo de Bretton Woods refere ainda que os frutos estão já à vista. Isto porque, apesar da pandemia, o país cresceu 1,5% em 2020, mas deverá ter acelerado para 3,8% em 2021 devido ao aumento da exportação de caju, investimento público, levantamento gradual das restrições pandémicas e melhorias na confiança dos empresários.

“As autoridades fizeram um progresso satisfatório no programa de reformas, apesar das difíceis condições socioeconómicas, devido à pandemia da Covid-19”, diz o FMI, salientando a “boa taxa de vacinação pelos padrões regionais” e a redução do défice orçamental, que deverá ter melhorado no ano passado para 5,4%, quando em 2020 estava nos 10%.

*Com Lusa

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