A Guiné-Bissau irá a eleições a Dezembro deste ano, anunciou nesta Terça-feira o primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, durante a cerimónia que marcou o início dos trabalhos de dragagem nos portos de Bissau.
Em decreto presidencial, o Presidente da República de Transição, Horta Inta-A, fixou a data de 06 de Dezembro para a realização das eleições legislativas e presidências.
Ilídio Vieira Té avançou que deverá anunciar esta semana aoficialmente a data das eleições, uma vez que o Presidente da República, Horta Inta-A, já concluiu as auscultações, prevendo-se a realização do escrutínio no mês de dezembro.
Aos jornalistas, Ilídio Vieira Té chamou a atenção para o respeito pelas regras basilares do jornalismo, nomeadamente a investigação, a isenção e a procura do contraditório.
“Até ao momento, a Guiné-Bissau não recebeu qualquer notificação do Banco Mundial a cancelar o reembolso ao país. Convido os jornalistas a tornarem públicos os factos que fundamentam notícias nesse sentido. É importante que os jornalistas trabalhem e procurem a verdade”, acrescentou.
Por outro lado, o primeiro-ministro sublinhou que “na Guiné-Bissau quem manda são os guineenses, não a CPLP, nem a CEDEAO, nem o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, nem Marta Temido”.
Acrescentou ainda que “foi a própria Guiné-Bissau que se suspendeu da CPLP, sendo, no entanto, membro de pleno direito destas organizações”.
Ainda no evento, o primeiro-ministro apelou à manutenção da paz e ao patriotismo acima do partidarismo. Exortou também a população a canalizar a energia utilizada nas redes sociais para trabalhos práticos em prol do desenvolvimento do país.
A intervenção tem como objectivo melhorar o tráfego marítimo, facilitar a entrada e saída de embarcações de grande porte e aumentar a capacidade de importação e exportação de mercadorias, reduzindo o tempo de espera e contribuindo, assim, para a melhoria da economia nacional.
As obras, que deverão estar concluídas num prazo máximo de seis meses, contam com um financiamento de 15 mil milhões de francos CFA(26 mil dólares), através do Banco Oeste-Africano de Desenvolvimento (BOAD). No evento estiveram presentes membros do Governo e representantes da comunidade internacional acreditada no país.
“As obras acontecem após 54 anos, com um financiamento de 15 mil milhões de francos CFA, por via do banco BOAD”, afirmou Ilídio Vieira Té.





