A Justiça da Guiné Equatorial condenou a oito anos de prisão o ex-diretor da Agência Nacional de Investigação Financeira (ANIF), Baltasar Ebang Engonga, sobrinho do Presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo.
O tribunal de Bioko concluiu que o ex-dirigente utilizou o cargo para abrir contas de forma irregular, desviar fundos públicos e empregá-los em benefício pessoal. Além da pena de prisão, foi multado em 125,4 milhões de francos CFA (cerca de 191 mil euros).
Outros cinco funcionários foram condenados a penas entre três e oito anos de prisão, enquanto uma pessoa foi absolvida. As acusações incluíram peculato, enriquecimento ilícito, abuso de poder e apropriação indevida, envolvendo valores desviados entre 5 milhões e 125 milhões de francos CFA.
Engonga havia sido afastado do cargo em outubro de 2024 e encontrava-se em prisão preventiva na cadeia de Black Beach, em Malabo, notória por denúncias de maus-tratos a reclusos.
O caso ganhou repercussão internacional não apenas pelo peso político do acusado, mas também pela divulgação de mais de 150 vídeos de teor sexual, gravados em gabinetes oficiais, hotéis e espaços públicos. O escândalo levou o vice-presidente e filho do chefe de Estado, Teodoro Nguema Obiang, a anunciar medidas disciplinares, incluindo a suspensão de funcionários envolvidos em condutas semelhantes e a instalação de câmaras de vigilância em gabinetes ministeriais.
*Com Lusa