O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, designou a Cidade da Paz como nova capital administrativa do país, em substituição de Malabo.
“A República da Guiné Equatorial, no âmbito da sua política de desenvolvimento equilibrado, coesão territorial e modernização da gestão pública, reconhece a necessidade de adotar medidas que permitam descentralizar as funções do Estado, promovendo um desenvolvimento socioeconómico harmonioso em todas as regiões do país”, refere o decreto-lei assinado pelo Presidente Teodoro Obiang.
Segundo o decreto, nas últimas décadas, as cidades de Malabo, situada na ilha de Bioko, e de Bata, que funciona como capital da região continental, registaram um “crescimento urbano acelerado”, devido à migração constante da população das zonas rurais para estes centros urbanos, onde se concentrou a maior parte das infraestruturas de serviços públicos e das oportunidades de emprego.
“Esse crescimento desordenado gerou desafios significativos em matéria de planeamento urbano, pressão sobre os serviços básicos, aumento da desigualdade regional e sobrecarga das redes de transporte e comunicação”, refere o documento.
A Cidade da Paz, também conhecida como Djibloho ou Oyala, é um ambicioso projecto urbanístico iniciado há mais de uma década e concebido desde o início como futura capital administrativa e política do país. Situa-se a cerca de 70 quilómetros do distrito de Mongomo, local de nascimento do Presidente equato-guineense, e perto da fronteira com o Gabão.
Djibloho, inaugurada como província em 2017, localiza-se na zona continental do país, inclui infra-estruturas modernas e edifícios institucionais e foi desenhada por um gabinete português de arquitectura e urbanismo.
“A Cidade da Paz, pela sua localização geográfica estratégica, pelas suas potencialidades de expansão urbana, pela sua capacidade de acolher infra-estruturas administrativas modernas e pela sua conectividade com outras regiões, apresenta-se como a opção ideal para albergar a capital”, argumentou o Presidente no decreto, citado pela Lusa.





