A Igreja Católica em Angola apelou esta Segunda-feira à sociedade e empresários para contribuírem para o fundo de apoio à visita de Leão XIV a Angola, entre 18 e 21 de Abril, expressando “alegria inexplicável” pela vinda do Papa.
Os bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), em nota pastoral sobre a visita de Leão XIV a Angola, divulgada, disseram estar mergulhados numa “alegria indizível” pela terceira visita de um Papa ao país africano lusófono.
“Uma visita é sempre evidência de algo que lhe subjaz. Assim, convém ressaltar que, na África Subsaariana, Angola foi o primeiro país a acolher o evangelho e onde aconteceram os primeiros batismos cristãos”, afirmou o padre José Sebastião, quando apresentava a nota à imprensa.
Segundo o sacerdote, que falava no final da I Assembleia Plenária da CEAST, que decorreu entre 25 de fevereiro e hoje, em Luanda, a visita de Leão XIV vem na sequência da celebração dos 50 anos de independência de Angola e dos 450 anos da fundação da cidade de Luanda.
“Facto relevante, também, é o crescimento do cristianismo em Angola, o que testemunha que Cristo habita verdadeiramente no coração do seu povo, algo que é, aliás, evidenciado pelo convite endereçado ao Santo Padre e ao qual ele acedeu de bom grado”, argumentou.
Leão XIV, que chega a Angola em 18 de Abril, tem encontros previstos com o Presidente angolano, João Lourenço, com a sociedade civil, com os bispos católicos e com religiosos. O Papa deve igualmente presidir a uma missa na centralidade do Kilamba (Luanda), visitar a Basílica da Muxima (Icolo e Bengo) e visitar a província da Lunda Sul.
De acordo com a CEAST, uma visita desta magnitude exige uma preparação espiritual e uma logística correspondente, pedindo a generosidade de todos, porque, sustentou o padre José Sebastião, “nenhuma contribuição é pequena”.
“Desde as crianças da catequese até aos nossos empresários, a todos convidamos a contribuir para o fundo de apoio a esta visita. A Igreja conta com todos para que possamos organizar os grandes encontros com a dignidade correspondente”, notou.
O sacerdote, citado pela Lusa, apelou ainda ao voluntariado: “Ser voluntário numa ocasião destas é escrever o seu nome nos anais da história de Angola. Por isso, contamos com a generosidade de todos os nossos fiéis e a todos os homens e todas as mulheres de boa vontade”.



