O Presidente da República José Maria Neves, nomeado pela Unesco, patrono da Aliança da Década do Oceano chamou a si a iniciativa de organizar a III Conferência Internacional dos Oceanos sob o lema “Oceanos sustentáveis – sociedades resilientes: educando para o futuro”. O evento aconteceu na Ilha do Sal, com a presença de investigadores, representantes diplomáticos, membros do Governo e poder local, sociedade civil e em especial os jovens, que, segundo José Maria Neves, devem estar “na linha a frente deste combate”.
O evento esteve enquadrado nas iniciativas associadas à década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, 2021 a 2030, proclamada pelas Nações Unidas para promover o debate e a ação em torno da preservação dos oceanos e luta contra as alterações climáticas.
A conferência identificou várias prioridades para o fomento do conhecimento, da educação e a investigação cientifica para um futuro em que o oceano possa ser um fator agregador dos diferentes níveis da sociedade cabo-verdiana e também um fator de geração de riqueza sustentável para as comunidades locais.
Neste sentido, foi ratificada por todos os presentes uma Declaração Oficial com 15 pontos essenciais que devem apontar os caminhos futuros. da Declaração constam o reforço da literacia oceânica e criação de escolas e centros e formação que favoreçam um melhor conhecimento do oceano e atividades a ele subjacentes. A Declaração incentiva também o uso de tecnologias emergentes como a AI, em benefício da investigação e monitorização dos oceanos. O documento aponta também a necessidade urgente de redução de plástico e de promoção de sistemas de pesca sustentáveis e combate à pesca ilegal.
A Declaração assume também as vulnerabilidades da posição geoestratégica de Cabo Verde, apontando o país como um “corredor um de trânsito de embarcações petrolíferas” o que exige a criação de um plano de ação para eventuais riscos de desastres ambientais.
Cabo Verde é um Pequeno Estado Insular, onde 99% do seu território é mar que constitui, igualmente a principal fonte de rendimento do país. Porém, o arquipélago é muito vulnerável a condicionalismos externos como os impactos das alterações climáticas, a perda de biodiversidade dos ecossistemas marinhos e a poluição costeira.
De recordar que a 27 de junho de 2023, o Presidente da República, José Maria Pereira Neves, assumiu oficialmente o cargo de patrono da Aliança da Década do Oceano, juntando-se a outras 10 personalidades que se comprometeram a estimular a implementação de uma ambiciosa agenda das Nações Unidas a favor dos oceanos.
Neste sentido, José Maria Neves tem participado em várias ações e iniciativas de conservação e preservação ambiental, nomeadamente trabalhos no terreno junto de ONG’s locais e campanhas de limpeza da orla marítima. Na ilha do Sal, durante a Conferência Internacional dos Oceanos, o Presidente da República juntou-se à ONG Projeto Biodiversidade e a centenas de voluntários e autoridades marítimas para participar numa camp0anha de limpeza do fum marinho do Porto de Palmeira. Uma iniciativa que permitiu recolher 700 kg de lixo





