Durante a Cimeira de Afroempreendedorismo da Comunidade Lusófona e América Latina, que decorre nesta Segunda-feira, em Lisboa, Vasco Malta, Chefe de Missão da Organização Internacional para as Migrações (OIM), destacou que os imigrantes estão na vanguarda do empreendedorismo em Portugal.
O responsável apontou a comunidade chinesa como a mais empreendedora, seguida pelos brasileiros, enquanto os PALOP – Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa apresentam uma presença mais discreta.
“Os imigrantes em Portugal estão a investir mais no empreendedorismo do que os próprios portugueses. Temos uma comunidade significativa de chineses e brasileiros, enquanto os PALOP estão em menor número”, salientou Malta.
O Chefe de Missão da OIM apontou diversos desafios enfrentados pelos empreendedores imigrantes, em que incluiu o acesso ao capital, barreiras linguísticas e questões legais.
Vasco Malta enfatizou a importância de os governos estabelecerem ligações com o sector privado e investirem nas ideias dos imigrantes, destacando o potencial das redes de apoio para o empreendedorismo migrante.
Apesar de não revelar números específicos, indicou que os dados de 2023 irão revelar o maior recorde dos últimos anos de imigrantes a empreender em Portugal. “A questão imigratória não deve ser vista apenas como um problema. Devemos reconhecer também a contribuição para a mão-de-obra e o espírito empreendedor de muitos imigrantes, que são pessoas ousadas e focadas”, acrescentou.
A Cimeira de Afroempreendedorismo da Comunidade Lusófona e América Latina é promoção conjunta da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços Brasil – Guiné-Bissau, Coligação da Juventude dos Países da Língua Portuguesa, Associação dos Cabo-Verdianos em Portugal e GB Empreendimentos SARL.
O evento visa fomentar a colaboração entre empreendedores das comunidades lusófona e latino-americana, proporcionando um ambiente propício para partilha de ideias e estabelecimento de parcerias de negócios.