Importações chinesas para países lusófonos sobem para 88,1 mil milhões de dólares

Os países lusófonos importaram em 2025 produtos da China no valor de 88,1 mil milhões de dólares, uma subida homóloga de 3,1% e o montante mais alto de sempre, segundo dados oficiais divulgados. O valor, que corresponde a 74,8 mil milhões de euros, é o mais elevado desde que o Fórum para a Cooperação Económica…
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A maior subida coube a Timor-Leste, cujas vendas dispararam, de apenas 881 mil dólares em 2024 para 27,2 milhões de dólares no ano passado.
Economia

Os países lusófonos importaram em 2025 produtos da China no valor de 88,1 mil milhões de dólares, uma subida homóloga de 3,1% e o montante mais alto de sempre, segundo dados oficiais divulgados.

O valor, que corresponde a 74,8 mil milhões de euros, é o mais elevado desde que o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) começou a apresentar estes dados, em 2013. A maior subida coube a Timor-Leste, cujas vendas dispararam, de apenas 881 mil dólares em 2024 para 27,2 milhões de dólares no ano passado.

O Brasil continua a ser o maior comprador no bloco lusófono, apesar das importações vindas da China terem caído 0,7% em comparação com 2024, para 71,6 mil milhões de dólares, de acordo com a informação dos Serviços de Alfândega da China.

Pelo contrário, o segundo na lista, Portugal, comprou à China mercadorias no valor de 7,19 mil milhões de dólares, um aumento de 17,7%. Na direcção oposta, as exportações dos países de língua portuguesa para a China caíram 1,4% em 2025, para 137,7 mil milhões de dólares, o valor mais baixo desde 2021, no pico da pandemia de covid-19.

A descida deveu-se, sobretudo, a Angola, o segundo maior fornecedor lusófono do mercado chinês, que viu as exportações decrescerem 9,1%, para 16 mil milhões de dólares. Além disso, também as vendas de mercadorias de Portugal – o terceiro mais importante parceiro comercial chinês no bloco lusófono – diminuíram 10,2% para 2,85 mil milhões de dólares. Cinco dos nove países de língua portuguesa viram cair as respetivas exportações para o mercado chinês.

As vendas de Moçambique para a China desceram 11,9%, para 1,59 mil milhões de dólares, enquanto as exportações da Guiné Equatorial desceram 20,6%, para 779,8 milhões de dólares. As remessas de Cabo Verde com destino à China diminuíram 40,9%, embora o país tenha vendido apenas cerca de oito mil dólares em mercadorias.

Pelo contrário, as exportações do Brasil – de longe o maior fornecedor lusófono do mercado chinês – subiram 0,3% para 116,4 mil milhões de dólares. As exportações de São Tomé e Príncipe, diz a Lusa, mais que triplicaram, atingindo 54 mil dólares , enquanto as vendas da Guiné-Bissau passaram de mil dólares para oito mil dólares.

 

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