Índice PMI de actividade empresarial em Moçambique manteve-se positivo em Julho

O índice PMI de actividade empresarial em Moçambique manteve-se em terreno positivo, em Julho, pelo terceiro mês consecutivo, influenciado pelo crescimento das empresas, segundo o Standard Bank, que conduz o inquérito divulgado há dias. “As empresas conseguiram gerar novos aumentos nas vendas, contribuindo para o crescimento na produção, no emprego e na actividade de aquisição.…
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As novas encomendas aumentaram pelo sexto mês consecutivo em Julho, num contexto de reforço da procura do mercado e de captação de novos clientes, diz pesquisa do Standard Bank.
Economia Negócios

O índice PMI de actividade empresarial em Moçambique manteve-se em terreno positivo, em Julho, pelo terceiro mês consecutivo, influenciado pelo crescimento das empresas, segundo o Standard Bank, que conduz o inquérito divulgado há dias.

“As empresas conseguiram gerar novos aumentos nas vendas, contribuindo para o crescimento na produção, no emprego e na actividade de aquisição. As pressões relativas aos custos permaneceram moderadas e, em grande medida, as empresas mantiveram os seus próprios preços de venda inalterados”, lê-se no estudo.

O documento, citado pela Lusa, acrescenta que a “perspectiva de actividade para o próximo ano foi menos positiva, tendo descido para o nível mais baixo desde Outubro de 2020”.

Este índice tinha subido em Fevereiro (50,7 pontos), pela primeira vez em cinco meses, registando então também o maior crescimento desde Julho de 2023, mas voltou em Março a terreno negativo (49,7 pontos), subindo em Abril (49,9 pontos). Desde Maio (50,9 pontos) que está em terreno positivo, mas desceu em Julho para 50,6 pontos, contra os 51,0 pontos de Junho.

“As novas encomendas aumentaram pelo sexto mês consecutivo em Julho, num contexto de reforço da procura do mercado e de captação de novos clientes. No entanto, a taxa de expansão abrandou para o valor mais baixo dos últimos três meses. De igual modo, a actividade empresarial continuou a crescer no início da segunda metade do ano, com as empresas a reagirem ao aumento do volume de novas encomendas com a expansão da sua produção”, aponta-se no estudo.

No entanto, reconhece-se que “a taxa de crescimento foi moderada” em Julho, acrescentando que os dados do sector “indicaram que o aumento geral da actividade se concentrou nas categorias da agricultura, do sector secundário e do comércio por grosso e a retalho” e que as empresas “também reagiram ao maior volume de novas encomendas ao expandir os seus números de mão-de-obra e a actividade de aquisição”.

*Napiri Lufánia

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