O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) de Moçambique registou no primeiro semestre de 2025, um crescimento de 2.532 milhões de dólares, o que representa um incremento de 37,5% em relação ao período homólogo de 2024, segundo dados do Banco moçambicano.
“O aumento do IDE foi impulsionado, sobretudo, pelos GP, que aumentaram os seus recursos financeiros em 43,9 %, com destaque para as empresas da indústria extractiva, cujo investimento cresceu 52,9 %”, indica o mais recente relatório da balança de pagamentos do Banco de Moçambique.
A distribuição sectorial do IDE, segundo o documento consultado pela FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, a indústria extractiva se manteve como o principal destino dos fluxos de investimento, totalizando 2 361 milhões de dólares.
Salientando que, deste montante, cerca de 1 800 milhões de dólares, equivalentes a 76,2% do total, foram absorvidos pelo subsector de petróleo e gás, que registou um crescimento anual de 62,8%.
Por sua vez, ressalta o relatório, o subsector de extracção de carvão mineral registou um incremento anual de 20,0%, totalizando 448 milhões de dólares, o que corresponde a um peso de 19,0% no total do IDE.
Além disso, o sector das actividades imobiliárias, alugueres e serviços às empresas registou um encaixe de 48 milhões de dólares, representando 1,9% do total do IDE. “O sector de construção também contribuiu para o aumento do investimento com 22,6 milhões de dólares, equivalentes a 0,9%, do total”, salienta o documento.
Por outro lado, o IDE realizado sob a forma de Outro Capital manteve-se como a principal modalidade de entrada de recursos, registando um crescimento de 36,5% em relação ao primeiro semestre de 2024. “Este desempenho foi impulsionado pelos GP, que registaram um acréscimo de 43,9%, reflectindo o aumento na mobilização de recursos sob forma de suprimentos e créditos comerciais”, sublinha o banco moçambicano.
O mesmo documento acrescenta que o IDE sob a forma de Acções e Participações atingiu 261 milhões de dólares, correspondendo a 10,3% do total, sendo este montante maioritariamente determinado pelas empresas não pertencentes aos GP.
Quanto aos principais parceiros do IDE em Moçambique, aponta o relatório, destacam-se os países baixos (com 920 milhões de dólares), correspondente 36,3%, a Itália (com 492 milhões de dólares) 19,4%, África do Sul (com 484 milhões de dólares) 19,1% e Maurícias (com 478 milhões de dólares) 18,9%.





