Investimento Directo Estrangeiro em Cabo Verde aumentou 70%

Cabo Verde captou de Janeiro a Junho deste ano mais de 5.042 milhões de escudos (45,5 milhões de euros) em Investimento Directo Estrangeiro (IDE) – cerca de metade no sector do turismo –, valor que compado com os quase 2.927 milhões de escudos (26,4 milhões de euros) conseguidos no primeiro semestre de 2020, representa um…
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O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Cabo Verde aumentou para 45,5 milhões de euros, no primeiro semestre do ano em curso, quando em igual período de 2020 havia captado 26,4 milhões de euros.
Economia

Cabo Verde captou de Janeiro a Junho deste ano mais de 5.042 milhões de escudos (45,5 milhões de euros) em Investimento Directo Estrangeiro (IDE) – cerca de metade no sector do turismo –, valor que compado com os quase 2.927 milhões de escudos (26,4 milhões de euros) conseguidos no primeiro semestre de 2020, representa um crescimento de cerca de 70%, segundo indica o relatório estatístico do Banco de Cabo Verde (BCV), referente ao mês de Setembro.

O IDE em Cabo Verde, que inclui também participações, lucros reinvestidos e outro capital, voltou a ser liderado no primeiro semestre de 2021 por Portugal, com 1.246 milhões de escudos (11,2 milhões de euros), também essencialmente no sector do turismo, seguindo-se a Espanha que investiu, de Janeiro a Junho deste ano, 566 milhões de escudos (5,1 milhões de euros), além do turismo, também na indústria e na construção.

Na terceira posição aparecem os investidores italianos, que aplicaram no mesmo período 119 milhões de escudos (um milhão de euros), de acordo com dados do BCV compilados pela agência Lusa.

O relatório refere que globalmente o IDE em Cabo Verde caiu 32,5% em 2020, para cerca de 7.080 milhões de escudos (63,6 milhões de euros), impacto justificado com os constrangimentos provocados pela pandemia da Covid-19.

“Depois de um registo negativo, de desinvestimento, de -907,4 milhões de escudos (-8,1 milhões de euros) em 2019, o IDE de Portugal em Cabo Verde voltou a liderar em 2020, totalizando praticamente 1.478 milhões de escudos (13,2 milhões de euros), dos quais 730,8 milhões de escudos (6,5 milhões de euros) no turismo e imobiliária turística”, lê-se no documento.

Já o IDE de Espanha, que aparece na posição imediata, disparou 39% face a 2019, para mais de 1.249 milhões de escudos (11,2 milhões de euros) em 2020, enquanto o investimento angolano diminuiu para 242,1 milhões de escudos (2,1 milhões de euros) e o chinês caiu para 215,8 milhões de escudos (1,9 milhões de euros).

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