O Japão disponibilizou um total de 2 mil milhões de dólares para Moçambique em meio século e a prioridade tem sido a província de Cabo Delgado, disse recentemente o embaixador nipónico em Maputo.
“As áreas prioritárias têm sido saúde, educação e capacitação de recursos humanos”, explicou o embaixador do Japão em Moçambique, Hamada Keiji, à margem de um evento, em Maputo, para celebrar o aniversário do imperador nipónico.
Do montante até agora desembolsado, o diplomata destacou que tem merecido prioridade a província de Cabo Delgado, assolada desde 2017 por uma insurgência armada, com grupos associados ao grupo extremista Estado Islâmico, e uma crise humanitária sem precedentes, segundo agências internacionais e organizações da sociedade civil.
“É uma província com vários problemas e nós temos dois pilares principais na província de Cabo Delgado: o primeiro é assistência humanitária e a outra é contribuir para estabilidade”, afirmou o diplomata, citado pela Lusa.
“A nossa posição continua a ser a mesma, de acordo com as necessidades da administração nova, queremos continuar a cooperar”, acrescentou o embaixador nipónico, em alusão ao novo Governo que tomou posse em Janeiro, saído das eleições gerais de 09 de Outubro do ano passado.
Desde Outubro de 2017, Cabo Delgado, rica em gás, enfrenta uma rebelião armada, que provocou milhares óbitos e uma crise humanitária, com mais de um milhão de pessoas deslocadas.





