João Baptista Borges diz que Angola quer assumir papel estratégico na nova arquitectura energética africana

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, afirmou esta Quinta-feira, 28, que o Governo angolano está a acelerar os investimentos nos sectores da energia e das águas, com o objectivo de expandir o acesso aos serviços básicos, reforçar a integração energética regional e apoiar a transformação económica do país. Ao intervir, por vídeo,…
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Expansão da produção eléctrica, electrificação rural e segurança hídrica estão entre as prioridades do Governo angolano, que quer posicionar o país como um actor relevante na integração energética africana, segundo o ministro da Energia e Águas.
Economia

O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, afirmou esta Quinta-feira, 28, que o Governo angolano está a acelerar os investimentos nos sectores da energia e das águas, com o objectivo de expandir o acesso aos serviços básicos, reforçar a integração energética regional e apoiar a transformação económica do país.

Ao intervir, por vídeo, na abertura da 2.ª Conferência Internacional Sobre Energia e Águas, o governante destacou que Angola está a aumentar a capacidade nacional de produção eléctrica, modernizar as redes de transporte e distribuição e reforçar a interligação dos sistemas eléctricos nacionais.

Segundo João Baptista Borges, o Executivo continua igualmente empenhado na electrificação rural, procurando levar energia às comunidades mais remotas do país. “Prosseguimos com investimentos estruturantes destinados a melhorar o abastecimento de água potável, expandir o saneamento, aumentar a segurança hídrica e reforçar a capacidade de resposta às alterações climáticas e aos ciclos de seca”, afirmou.

O ministro considerou que a posição geográfica de Angola, aliada ao potencial hidroeléctrico, aos recursos hídricos disponíveis e à capacidade solar, coloca o país numa posição estratégica para desempenhar um papel relevante na nova arquitectura energética africana.

A aposta surge numa altura em que vários países africanos procuram acelerar a transição energética e ampliar a integração regional para responder ao crescimento demográfico e às necessidades de industrialização.

Apesar dos avanços, João Baptista Borges reconheceu que persistem desafios estruturais significativos, incluindo comunidades sem acesso pleno à energia e à água, assimetrias territoriais e limitações infraestruturais.

Ainda assim, defendeu que Angola está hoje “mais preparada, organizada e determinada” para continuar o processo de transformação dos sectores energético e hídrico.

O governante sublinhou também a importância das parcerias internacionais, do investimento privado e da cooperação científica para enfrentar os desafios do desenvolvimento.

“Sabemos igualmente que nenhum país vence sozinho os desafios do desenvolvimento. É por isso que valorizamos profundamente as parcerias internacionais, o investimento privado, a cooperação científica e o intercâmbio de conhecimento”, afirmou.

João Baptista Borges concluiu que os sectores da energia e das águas continuarão a ocupar uma posição central na estratégia nacional de modernização, crescimento económico e inclusão social de Angola.

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