Jovens de São Vicente levam robô cabo-verdiano a competição mundial na Coreia do Sul

O robô cabo-verdiano foi construído nos laboratórios da Universidade do Atlântico, em São Vicente, por estudantes de diferentes escolas secundárias da ilha. A delegação que participa na competição integra três raparigas e dois rapazes, entre os 15 e os 18 anos, acompanhados por dois mentores universitários. O desafio propõe aos participantes que explorem a tecnologia…
ebenhack/AP
Cinco estudantes representam Cabo Verde no FIRST Global Challenge 2026, de 7 a 10 de outubro, em Incheon, na Coreia do Sul, com um robô desenvolvido nos laboratórios da UTA/ISECMAR, em São Vicente. A competição reúne equipas de mais de 190 países e tem como tema a prevenção e o combate aos incêndios florestais.
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O robô cabo-verdiano foi construído nos laboratórios da Universidade do Atlântico, em São Vicente, por estudantes de diferentes escolas secundárias da ilha. A delegação que participa na competição integra três raparigas e dois rapazes, entre os 15 e os 18 anos, acompanhados por dois mentores universitários.

O desafio propõe aos participantes que explorem a tecnologia num contexto de proteção das florestas. Na arena, o robô terá de recolher e lançar bolas para locais definidos, movimentar-se em várias direções e elevar-se numa barra metálica. São tarefas de uma prova educativa inspirada no tema dos incêndios, que exige soluções de engenharia, programação e trabalho em equipa.

Desenvolvido a partir de um conjunto de componentes disponibilizado pela organização, a robô incorpora uma câmara e um sistema de reconhecimento visual com April Tags, que ajuda o operador a identificar a posição adequada para lançar as bolas.

A preparação envolveu dez estudantes e centenas de horas de trabalho, entre tardes depois das aulas, fins de semana e feriados. A chegada do kit apenas em setembro, quando habitualmente é recebido em julho, reduziu o tempo disponível para construir e testar o equipamento.

Ainda assim, a equipa ambiciona alcançar os play-offs, onde competem os 24 melhores projetos. Segundo o professor e mentor da equipa Vasco Costa, a participação procura também “proporcionar aos jovens uma oportunidade de aprendizagem e de partilha de conhecimentos com estudantes de outros países”.

Cabo Verde participa no FIRST Global Challenge desde 2017. Atualmente concentrado em São Vicente, o projeto pretende alargar-se a outras ilhas, com a criação de núcleos de robótica nas escolas secundárias que permitam identificar e desenvolver novos talentos.

Foto: Expresso das Ilhas

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