LAM acelera recuperação e prevê operar 12 aeronaves até Dezembro

As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) vão elevar para 10 o número de aeronaves em operação esta semana, depois de terem iniciado a actual gestão com apenas três aviões activos, e prevêem chegar aos 12 até Dezembro, num dos sinais mais visíveis da recuperação operacional da companhia estatal. O reforço resulta, sobretudo, da entrada em…
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O reforço da frota tornou-se o principal eixo da recuperação das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que passou esta semana a operar 10 aeronaves, abrindo espaço para a expansão da rede doméstica e para o reforço da conectividade entre o centro e o norte do país.
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As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) vão elevar para 10 o número de aeronaves em operação esta semana, depois de terem iniciado a actual gestão com apenas três aviões activos, e prevêem chegar aos 12 até Dezembro, num dos sinais mais visíveis da recuperação operacional da companhia estatal.

O reforço resulta, sobretudo, da entrada em serviço de duas aeronaves Embraer 190, que se juntam a dois aviões próprios e a seis aeronaves operadas por parceiros. As duas aeronaves que estavam a ser intervencionadas na África do Sul já se encontram em Moçambique e deverão entrar em operação esta semana.

“Hoje a LAM está numa posição muito boa em comparação com 12 meses atrás, quando chegámos à empresa em Maio do ano passado. Quando cheguei tínhamos apenas três aeronaves. Hoje temos duas aeronaves próprias em operação e seis aeronaves de parceiros a voar, totalizando oito. Mais duas aeronaves, os novos Embraer 190, entrarão na frota esta semana”, afirmou o presidente da comissão de gestão da LAM, Dane Kondic.

A evolução da frota representa uma mudança significativa na capacidade operacional da companhia. Segundo Kondic, a LAM deverá acrescentar ainda mais duas aeronaves até ao final do ano, elevando para 12 o número de aviões em operação.

O responsável falava na Beira, província de Sofala, durante uma conferência de imprensa realizada no âmbito do lançamento de ligações directas entre aquela cidade e vários destinos do centro e norte de Moçambique. A iniciativa reforça a estratégia de posicionar a Beira como um ponto relevante da rede doméstica da transportadora estatal.

A expansão da operação deverá permitir à LAM aumentar a frequência das ligações e melhorar a conectividade entre regiões que, pela dimensão territorial de Moçambique, dependem do transporte aéreo para reduzir distâncias e tempos de deslocação. Para a companhia, o aumento da frota é, por isso, mais do que uma questão operacional: é uma condição para recuperar escala e ampliar a sua presença no mercado doméstico.

“Ter mais aeronaves significa que também podemos conectar o país. Os moçambicanos precisam do transporte aéreo. O país tem dimensões enormes, por isso o transporte aéreo é, de facto, a melhor e a única forma de ligar todos”, afirmou Kondic.

A administração e a nova estrutura accionista da LAM têm colocado a recuperação financeira e operacional da companhia entre as principais prioridades, com o reforço da frota a assumir um papel central nesse processo.

No quadro da expansão das ligações a partir da Beira, uma aeronave Bombardier CRJ200, alugada no Quénia e com capacidade para 50 passageiros, passa a assegurar voos para Tete e Quelimane, no centro do país, e para Nampula, Pemba e Nacala, no norte, segundo a Lusa.

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