O Presidente da República de Angola, João Lourenço, lamentou a morte do nacionalista, compositor, músico, político e diplomata, Rui Mingas, que considera um “eminente homem de cultura”, ocorrido nesta Quinta-feira, 04, em Lisboa, Portugal.
“Com profunda consternação recebi a triste notícia do falecimento de Rui Mingas, personalidade de grande prestígio que em várias frentes e em diversas funções representou com talento, competência e dignidade o nosso país”, lamenta João Lourenço, numa nota de condolências endereçada à família do co-autor do hino nacional de Angola.
O chefe de Estado escreveu que “Rui Mingas começou por elevar o nome de Angola no atletismo profissional em Portugal e, desde cedo, se afirmou como compositor e cantor, como símbolo de resistência contra o poder colonial”.
Na sua mensagem, o Presidente angolano recorda que na Angola independente exerceu cargos de responsabilidade política, tanto a nível interno como externo, e cívica, tendo sido deputado da Assembleia Nacional, secretário de Estado da Educação Física e Desporto, Embaixador e Reitor de uma universidade privada.
“O seu passamento empobrece o nosso país e deixa de luto a sua Família e toda uma vasta legião de amigos e companheiros de trabalho. A todos, em particular à sua viúva e filhos, expressamos as nossas condolências e os nossos sentimentos de pesar”, considera João Lourenço.
Já o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou Rui Mingas como uma personalidade da mitologia moderna de Angola.
“Mesmo que não tivesse sido um dos autores do hino nacional de Angola, Rui Mingas faria parte da mitologia moderna de Angola nos últimos anos do império e nas primeiras décadas da independência”, considera Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota de pesar publicada pela Presidência da República Portuguesa.





