As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) investiram cerca de 30,2 milhões de euros, na compra de cinco aeronaves em 2025, para reforçar a sua capacidade operacional.
Este investimento foi um dos maiores realizados pela companhia nos últimos anos, de acordo com as demonstrações financeiras da empresa, as aeronaves encontravam-se integralmente pagas até ao encerramento do exercício, reflectindo um esforço para modernizar a frota e reduzir a dependência de aeronaves alugadas.
Segundo comunicado da companhia, o investimento surge num contexto de profunda reestruturação da transportadora estatal, que enfrenta há vários anos limitações operacionais provocadas pelo envelhecimento da frota, dificuldades financeiras e cancelamentos frequentes de voos.
A renovação dos aviões é apontada como uma das prioridades da nova estratégia da companhia para recuperar a confiança dos passageiros e melhorar a regularidade das operações.
A informação financeira ressalta a aquisição das cinco aeronaves representa um activo estratégico para a empresa, permitindo reduzir os custos associados ao aluguer de equipamentos e criar condições para reforçar as ligações domésticas e regionais.
Nos últimos anos, a escassez de aeronaves obrigou a LAM a reduzir rotas e a enfrentar sucessivos constrangimentos operacionais, afectando a sua competitividade no mercado nacional.
A companhia enfrenta há vários anos problemas operacionais relacionados com uma frota reduzida e falta de investimentos, com registo de alguns incidentes, não fatais, associados por especialistas à deficiente manutenção das aeronaves, encontrando-se actualmente num processo de reestruturação.
O Governo moçambicano aprovou mecanismos para reestruturar a dívida da LAM, incluindo a criação de uma sociedade de objecto específico destinada a apoiar o financiamento e a gestão dos passivos da empresa.
A iniciativa envolve entidades públicas como a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), os Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), que passaram a integrar o processo de recuperação da transportadora.





