Luanda acolhe exposição colectiva “Da Natureza das Figuras” na galeria do Camões

A Fundação PLMJ e o Camões – Centro Cultural Português em Luanda, inauguraram na passada Quinta-feira, 24, a exposição colectiva “Da Natureza das Figuras”, com a curadoria do João Silvério, que estará patente até 27 de Novembro próximo. Segundo uma nota a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso, a mostra é composta por 16…
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A mostra é composta por 16 obras nas disciplinas de desenho, pintura, serigrafia e fotografia, da autoria dos artistas que integram o acervo da colecção da Fundação em Angola.
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A Fundação PLMJ e o Camões – Centro Cultural Português em Luanda, inauguraram na passada Quinta-feira, 24, a exposição colectiva “Da Natureza das Figuras”, com a curadoria do João Silvério, que estará patente até 27 de Novembro próximo.

Segundo uma nota a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso, a mostra é composta por 16 obras nas disciplinas de desenho, pintura, serigrafia e fotografia, da autoria dos artistas que integram o acervo da colecção da Fundação em Angola, nomeadamente Benjamim Sabby, Cláudio Rafael, Délio Jasse, Edson Chagas, Hildebrando de Melo, Kiluanji Kia Henda, Lino Damião, Ihosvanny, Paulo Jazz, Paulo Kussy e Yonamine.

Da Natureza das Figuras, diz o documento, é a segunda mostra de obras da colecção da Fundação PLMJ no Camões – Centro Cultural Português em Luanda. “O título da actual exposição está intimamente ligado a primeira iniciativa, que teve lugar em 2018 e apresentou uma selecção de obras de diversos artistas do universo da CPLP”, refere a nota.

Entre essa selecção está a pintura da autoria de Paulo Jazz, intitulada “O Livro, a Figura e a Natureza”, datada de 2010. A referida pintura, realça-se no comunicado, inspirou a memória do sentido da sua obra e, num jogo de linguagem patente no título da presente exposição uma evocação do seu trabalho.

No documento lê-se ainda que a exposição é uma referência à memória de Paulo Jazz, registada na obra que pertence à colecção e, simultaneamente, uma revisitação às obras de diversos artistas angolanos, algumas destas expostas pela primeira vez nesta exposição, em que a figura, ou a sua menção nos títulos das obras, traduz essa segunda natureza poética, e acentuadamente crítica.

Paulo Jazz (Luanda, 1957- 2020) foi co-fundador da União Nacional dos Artistas Plásticos em Angola. Com uma actividade intensa, desenvolveu uma obra onde se cruzam referências de matriz popular (POP), no desenho e na pintura, com uma aproximação à memória do cubismo, numa perspectiva mais livre, de que esta pintura é exemplar.

*Napiri Lufánia

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