A Womenice Global Foundation Inc anunciou o lançamento da primeira edição da iniciativa “Top 100 Mulheres Inspiradoras da Lusofonia 2026”, um projecto que visa reconhecer mulheres de elevado impacto nos países e comunidades de língua portuguesa.
A iniciativa, apresentada, há dias, no âmbito do mês internacional da mulher, posiciona-se como um dos primeiros esforços estruturados para mapear influência feminina à escala da lusofonia.
A lista reúne nomes de nove geografias – Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial – reflectindo uma abordagem transversal que cruza dimensão cultural, económica e política. A inclusão da Guiné Equatorial, membro da CPLP desde 2011, reforça a ambição de abrangência e consolidação de uma identidade comum assente na língua portuguesa.
Mais do que um exercício de reconhecimento, a iniciativa procura afirmar-se como uma plataforma de ligação entre mercados, promovendo networking qualificado, colaboração transnacional e potenciais oportunidades de negócio entre mulheres líderes e emergentes. Este posicionamento aproxima o projecto de uma lógica de soft power económico dentro do espaço lusófono, ainda pouco explorado de forma estruturada.
Entre os nomes de maior projecção internacional constam figuras como Gisele Bündchen, Anitta, Fernanda Montenegro, Xuxa, Mariza, Sara Sampaio, Rebeca Andrade, Graça Machel, Lurdes Mutola, Leila Lopes, Maria Borges, Ludmilla, Taís Araújo e Bruna Marquezine, ilustrando a capacidade da lista em captar reconhecimento global e amplificar a visibilidade da lusofonia.
A selecção assegura igualmente uma distribuição geográfica equilibrada, tendo em conta o peso populacional e a projecção internacional de cada país. Entre os destaques figuram nomes como Ana Maria Braga, Tarciana Medeiros, Ivete Sangalo e Luiza Trajano, no Brasil; Catarina Furtado, Joana Vasconcelos e Rita Pereira, em Portugal; Ana Paula Tavares, Yola Semedo e Nair Tati, em Angola; Paulina Chiziane, Conceição Queiroz e Lídia Brito, em Moçambique; e Mayra Andrade, Lura e Vera Duarte, em Cabo Verde.
Para além das figuras já consolidadas, a lista incorpora talentos emergentes, sinal de uma aposta clara na renovação geracional e na antecipação de futuras lideranças. É o caso de Tatiana Sampaio, associada a investigação científica com potencial de projecção internacional, num movimento que reforça a ligação entre conhecimento, inovação e reconhecimento público.
A diversidade sectorial é outro dos eixos centrais da iniciativa, integrando perfis ligados à inovação, como Nina Silva; à produção intelectual, como Djamila Ribeiro e Conceição Evaristo; à comunicação social, como Fátima Lopes, Fátima Bernardes e Fernanda Almeida; bem como à promoção da inclusão e diversidade, com nomes como Giovanna Ewbank, Luana Ozemela e Luana Genot. No domínio político e institucional, destacam-se Anielle Franco, Margareth Menezes, Cristina Duarte e Maria da Graça Carvalho, a par de executivas como Rachel Maia e Mónica Monteiro.
A curadoria da lista foi liderada pela Womenice Global Foundation Inc, sob a presidência de Tania Tomé, com um comité composto por Graça Sanches e Danielle Stescki. Os critérios de selecção incluíram impacto, liderança, reconhecimento público, influência digital, bem como contributos para a diversidade e inclusão.
Mais do que uma distinção simbólica, a iniciativa pretende consolidar-se como um instrumento contínuo de valorização do capital humano feminino na lusofonia, integrando um ecossistema mais amplo que inclui listas dedicadas aos PALOP, a África e ao contexto global.
Num espaço geográfico e cultural com forte potencial económico, mas ainda fragmentado, projectos desta natureza tendem a ganhar relevância crescente ao promover redes de influência e colaboração capazes de gerar valor para além do reconhecimento individual.





