Lusófonos promovem gastronomia em Macau

Um "superalimento" vindo de Angola e tradições nascidas em Timor-Leste, da resistência à ocupação indonésia, estarão em evidência, entre os dias 18 e 22 do mês em curso, em Macau, numa mostra que vai promover a gastronomia lusófona. Numa apresentação à imprensa do menu da Mostra Gastronómica Lusófona, que vai decorrer na Doca dos Pescadores…
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Numa apresentação à imprensa do menu da Mostra Gastronómica Lusófona, que vai decorrer na Doca dos Pescadores, o chef angolano Nário Tala descreveu o catato como “uma supercomida do futuro".
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Um “superalimento” vindo de Angola e tradições nascidas em Timor-Leste, da resistência à ocupação indonésia, estarão em evidência, entre os dias 18 e 22 do mês em curso, em Macau, numa mostra que vai promover a gastronomia lusófona.

Numa apresentação à imprensa do menu da Mostra Gastronómica Lusófona, que vai decorrer na Doca dos Pescadores de Macau, o chefe angolano de cozinha Nário Tala, descreveu o catato como “uma supercomida do futuro”.

Nário Tala diz que a surpresa fica reservada para a chegada do prato à mesa do Restaurante Vic’s, com o catato – um tipo de lagarta típico da cozinha angolana, salteado com beringela, azeite, cebola e alho.

“É um alimento muito proteico, tem vitamina C, ferro, zinco, e podes encontrar com facilidade. Não engorda, é anticancerígeno, e pode ser feito de várias maneiras”, explicou o chefe de cozinha, citado pela Lusa.

Depois de demonstrar “quais são os benefícios que tem para o corpo humano”, Nário Tala disse acreditar que o catato vai encontrar um público entre as pessoas que procuram na alimentação “sustentabilidade e prevenção de saúde”.

As sementes de linhaça, cânhamo e chia, a maca, a espirulina, o açaí e as bagas goji são alguns dos chamados superalimentos, caracterizados por uma elevada concentração de nutrientes como vitaminas, ómega 3 e proteínas.

“Como tudo na vida, há de se ter um princípio”, defendeu o chef. “Em Angola há boas equipas a fazerem estudos do que são os nossos alimentos”, acrescentou.

Em Fevereiro de 2023, o chef angolano Helt Araújo lançou o projecto Ovina Yetu (‘o nosso produto/a minha coisa’, na língua Umbundu), para recolher de forma exaustiva informações sobre mais de mil produtos nativos, incluindo o catato.

*Napiri Lufánia

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