Maior indústria moçambicana em regime de manutenção e conservação

A australiana South32 confirmou que a Moral, maior indústria moçambicana, está em regime de manutenção e conservação desde domingo, prevendo gastar 52,4 milhões de euros com a suspensão da fundição, incluindo no despedimento dos trabalhadores. “Nos últimos seis anos, envolvemo-nos extensivamente com o Governo da República de Moçambique, com a Eskom [sul-africana que compra energia…
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Com o regime em que a fundição, uma das maiores em África - com mais 1.000 trabalhadores directos e 4.000 indirectos -, está desde Domingo, sem produção, a South32 referiu que prevê gastar 60 milhões de dólares, incluindo na “rescisão de contratos”.
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A australiana South32 confirmou que a Moral, maior indústria moçambicana, está em regime de manutenção e conservação desde domingo, prevendo gastar 52,4 milhões de euros com a suspensão da fundição, incluindo no despedimento dos trabalhadores.

“Nos últimos seis anos, envolvemo-nos extensivamente com o Governo da República de Moçambique, com a Eskom [sul-africana que compra energia a Moçambique e a vendia à fundição] e com outras partes interessadas, mas não conseguimos garantir um fornecimento de energia suficiente e acessível para a Mozal para além de Março de 2026”, disse o director executivo da South32 (que detém 63,7% da fundição), Graham Kerr, citado numa informação divulgada pela empresa.

Com o regime em que a fundição, uma das maiores em África – com mais 1.000 trabalhadores directos e 4.000 indirectos -, está desde Domingo, sem produção, a South32 referiu que prevê gastar 60 milhões de dólares, incluindo na “rescisão de contratos”, custando só a manutenção, anualmente, cinco milhões de dólares.

“Embora este não seja o desfecho que desejávamos, orgulhamo-nos da história e da contribuição significativa que a Mozal deu à comunidade local e à economia moçambicana nos seus 25 anos de operação”, acrescentou Kerr, na mesma informação.

Pelo menos cinco empresas já encerraram e dezenas de outras podem paralisar as actividades no Parque Industrial de Beluluane, sul de Moçambique, devido à suspensão da Mozal, segundo a empresa que gere aquela infra-estrutura.

“Nós estimamos um universo de 25 empresas que prestam bens e serviços à Mozal. Já fomos comunicados que a maioria destas empresas, em função daquilo que é a paralisação das actividades na Mozal, também estão a considerar acionar os mecanismos na mesma proporção”, disse na Sexta-feira, Onório Manuel, director-geral da Mozparks, entidade que gere aquele parque industrial, o maior do país, a 20 quilómetros de Maputo.

Explicou que com a Mozal a entrar na fase de manutenção e conservação, espera-se agora que mais empresas comecem a fechar, já que algumas destas fábricas tinham de continuar em operação até ao momento da paralisação da fundição, por fazerem “parte do processo em si de desligamento em segurança da Mozal”.

“Neste momento já contamos com uma média de cinco que já encerraram as actividades, aquelas que estavam muito mais ligadas à produção, porque existem empresas de manutenção da parte eléctrica, manutenção industrial e por aí em diante”, assinalou, citado pela Lusa.

 

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