O mercado cambial angolano não é eficiente, assumiu o vice-governador do Banco Nacional de Angola, Pedro Castro e Silva, que apontou para a necessidade de maior trabalho no sentido de o tornar mais eficiente.
Assim, Pedro Castro e Silva que respondia a questão sobre demasiada intervenção do BNA na movimentação cambial, colocada no painel de debate da no evento de apresentação do “Relatório sobre as Perspectivas Económicas Regionais da África Subsaariana”, realizado, hoje, 28, em Luanda, disse entretanto, que os movimentos cambiais são normais, tendo igualmente dito que essa ineficiência levou a que nos anos de 2020 e 2021, “quando os outros países se batiam com subidas das taxas, Angola registava queda, sendo que agora o cenário é inverso”, disse.
O vice-governador do Banco central de Angola disse que a solução depende de vários factos, tendo dito que o caminho da consolidação fiscal já acontece, “a diminuição da subvenção aos combustíveis reduz a necessidade de financiamento do Estado”.
“Elevados gastos na importação de serviços“
O vice-governador do Banco Nacional de Angola apontou que o rácio de gastos com importação de serviços em Angola ronda os 9,2% do PIB.
Um valor elevado quando comparado com os níveis de gastos da região, pelo que, aponta o responsável, pode ser também racionalizado os gastos nesse sentido.
“Sempre que falamos em gastos, só falamos de importação de bens, mas também é possível racionalizar gastos com serviços”, disse.





