Mercado de lubrificantes em Angola vale 300 milhões USD, mas produção nacional cobre menos de 20%

Angola continua a produzir apenas uma pequena parte dos lubrificantes que consome, apesar de o mercado nacional movimentar mais de 90 mil toneladas métricas por ano, avaliadas em cerca de 300 milhões de dólares, revelou esta Quinta-feira, 05, em Luanda, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo. O governante reconheceu que…
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Governo aponta oportunidades de investimento no sector, num mercado dominado por importações. Executivo procura aproximar banca e indústria para impulsionar a produção local de lubrificantes, numa altura em que capacidade produtiva nacional cobre menos de um quinto da procura interna.
Economia

Angola continua a produzir apenas uma pequena parte dos lubrificantes que consome, apesar de o mercado nacional movimentar mais de 90 mil toneladas métricas por ano, avaliadas em cerca de 300 milhões de dólares, revelou esta Quinta-feira, 05, em Luanda, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo. O governante reconheceu que a capacidade produtiva interna permanece limitada, cobrindo menos de 20% do volume total comercializado no país.

Ao intervir na abertura do evento “Café com a Banca no Downstream – Segmento de Lubrificantes”, o governante sublinhou que o sector apresenta um amplo potencial de investimento, sobretudo num contexto em que o regime de preços livres e a liberalização de toda a cadeia de valor – da produção à comercialização – criam condições mais favoráveis à entrada de novos operadores e ao crescimento da indústria.

Segundo o ministro, Angola dispõe actualmente de apenas uma unidade fabril de lubrificantes, com capacidade instalada de 17,6 mil toneladas métricas, bem como de uma unidade de refino de óleos lubrificantes usados, com capacidade de 283 toneladas métricas. Mesmo somando estas infra-estruturas, a produção nacional permanece insuficiente para responder à procura do mercado interno.

O país conta ainda com uma unidade dedicada ao enchimento de lubrificantes, mas, de acordo com o responsável, o actual estágio de desenvolvimento da economia angolana evidencia a necessidade de maior investimento industrial neste segmento.

“Considerando os desafios de desenvolvimento do país e os níveis de crescimento já alcançados, não temos dúvidas sobre a grande oportunidade que este mercado oferece para as empresas angolanas na criação de valor sustentável para o sector e para a economia em geral”, afirmou.

Para o ministro, o encontro entre operadores do sector e instituições financeiras deverá funcionar como um catalisador para novos investimentos, reforçando o acesso ao financiamento, aos meios de pagamento e à capitalização das empresas que actuam neste mercado.

Neste sentido, o governante defendeu um maior alinhamento entre indústria e banca, com o objectivo de acelerar projectos de produção local e reduzir a dependência das importações.

O Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP), entidade responsável pela regulação do segmento de derivados de petróleo em Angola, continuará, segundo Diamantino Azevedo, a promover medidas que incentivem a competitividade e o aumento gradual da produção nacional de lubrificantes, com vista a reforçar o peso da indústria local no abastecimento do mercado.

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