Millennium Atlântico lidera ranking do BNA de menor índece de reclamações entre os grandes bancos

O Banco Millennium Atlântico foi distinguido como a instituição com menor volume de reclamações entre os bancos sistémicos angolanos com mais de um milhão de contas, segundo o "Ranking das Reclamações do Sistema Financeiro Angolano" divulgado a 13 de Fevereiro de 2026 pelo Banco Nacional de Angola (BNA). Num sector historicamente pressionado por desafios operacionais,…
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Banco registou entre 8 e 13 reclamações por 100 mil clientes, muito abaixo da média do sistema financeiro. Transformação digital e simplificação de processos consolidam posição da instituição entre as cinco maiores do mercado, no período de Janeiro a Setembro de 2025.
Economia

O Banco Millennium Atlântico foi distinguido como a instituição com menor volume de reclamações entre os bancos sistémicos angolanos com mais de um milhão de contas, segundo o “Ranking das Reclamações do Sistema Financeiro Angolano” divulgado a 13 de Fevereiro de 2026 pelo Banco Nacional de Angola (BNA).

Num sector historicamente pressionado por desafios operacionais, aceleração digital e crescente exigência regulatória, o indicador assume particular relevância estratégica, na medida em que a gestão da reclamação tornou-se um barómetro directo da qualidade de serviço, robustez tecnológica e maturidade organizacional.

Ao longo dos três primeiros trimestres de 2025, o Atlântico registou 305 reclamações no primeiro, 424 no segundo e 296 no terceiro. Em termos relativos, estes números correspondem a entre 8 e 13 reclamações por cada 100 mil clientes, significativamente abaixo da média do sistema financeiro, situada em cerca de 49 por cada 100 mil clientes.

Para comparação, o banco com maior volume de reclamações no mesmo período ultrapassou as 2.800 ocorrências, evidenciando assimetrias relevantes no sector quanto à eficiência operacional e qualidade da experiência do cliente.

Mais do que um dado estatístico isolado, a trajectória trimestral revela uma tendência de melhoria no terceiro trimestre, sugerindo impacto directo das medidas estruturais implementadas pela instituição.

Num contexto de crescente literacia financeira e maior escrutínio público, indicadores como o volume relativo de reclamações deixam de ser meramente operacionais para se tornarem métricas reputacionais.

Segundo um comunicado do banco, “este desempenho resulta de uma estratégia consistente de transformação da experiência do cliente, assente na modernização dos canais digitais, expansão das soluções de selfbanking, reforço da fiabilidade das infra-estruturas de atendimento e simplificação de processos internos”.

Num mercado bancário em transição – marcado por maior digitalização, pressão sobre margens e reforço das exigências de conformidade – a capacidade de reduzir fricções no atendimento e mitigar falhas operacionais converte-se num diferencial competitivo claro.

Paralelamente, o Millennium Atlântico diz estar a investir continuamente na capacitação das equipas e na consolidação de uma cultura organizacional orientada para proximidade, agilidade e resolução eficaz. “Esta dimensão interna é frequentemente subestimada, mas constitui um dos pilares críticos na redução estrutural de reclamações” considera o banco.

O reconhecimento divulgado pelo regulador reforça o posicionamento do banco entre os cinco maiores operadores do sistema bancário angolano, num momento em que a confiança e a reputação assumem peso crescente na decisão do cliente.

Num contexto de crescente literacia financeira e maior escrutínio público, indicadores como o volume relativo de reclamações deixam de ser meramente operacionais para se tornarem métricas reputacionais.

Ao reafirmar o compromisso com a qualidade, inovação e proximidade, o Banco Millennium Atlântico demostra que a eficiência operacional não é apenas uma meta interna, mas um eixo estratégico de diferenciação num sector cada vez mais competitivo.

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